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Guerra

há 8 meses

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Kremlin rejeita cessar-fogo imediato e alerta sobre "regime nazista" na Ucrânia

Lavrov critica proposta de trégua e responsabiliza governo ucraniano e Ocidente pelo impasse nas negociações

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta terça-feira (21/10) que um cessar-fogo imediato na Ucrânia deixaria “grande parte do país sob o controle do regime nazista”. Em coletiva, o chanceler criticou a iniciativa de trégua defendida por países europeus e pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, argumentando que não aborda as causas profundas do conflito.

Segundo Lavrov, a Ucrânia proíbe o uso da língua russa e persegue cidadãos russófonos. “A prioridade é resolver a questão em sua essência, não apenas suspender temporariamente os combates”, declarou. O discurso segue a narrativa do Kremlin, segundo a qual Moscou realiza uma “operação especial” para proteger a população russa e combater “elementos neonazistas” em Kiev.

Contexto diplomático e negociações
As declarações ocorrem enquanto avançam as discussões sobre um possível cessar-fogo duradouro. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu Zelensky na Casa Branca, mas não concedeu o envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk esperados por Kiev. Trump afirmou que os EUA buscam evitar a escalada do conflito e não podem esgotar seus estoques estratégicos, após conversas prévias com Vladimir Putin.

Retórica e acusações mútuas
Lavrov tem reiterado acusações de que o governo ucraniano abriga tendências neonazistas e ataca civis em regiões fronteiriças. Em setembro, ele criticou ataques ucranianos a áreas civis em Kursk, defendendo a ação russa como “legítima defesa” com base na Carta da ONU. O chanceler ainda acusou o Ocidente de ignorar os princípios da organização e se concentrar apenas na integridade territorial da Ucrânia.

Kiev e aliados ocidentais, por sua vez, consideram que a narrativa de “desnazificação” é um pretexto usado por Moscou para justificar a invasão, enquanto as negociações internacionais seguem sem avanços concretos.
 

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