Campo Grande é palco, neste fim de semana, de um dos eventos mais importantes do calendário nacional do vôlei. A Supercopa reúne os campeões da última Superliga e da Copa do Brasil — tanto no masculino quanto no feminino — em jogos únicos que abrem oficialmente a temporada 2025/26 do voleibol brasileiro.
Os quatro clubes chegam ao Mato Grosso do Sul embalados por campanhas fortes: Osasco é campeão da Copa Brasil 2025; Sada Cruzeiro é o atual campeão da Superliga; Itambé/Minas vem com elenco reforçado; Sesi-Bauru mantém atletas experientes como Dani Lins.
A Supercopa — o que é e por que importa
A Supercopa Brasileira de Voleibol reúne, em jogo único, os principais campeões das competições nacionais e abre a temporada 2025/26 com partidas que servem como termômetro para Superliga e Copa Brasil. Nesta edição, as decisões serão disputadas em Campo Grande (MS), no Ginásio Guanandizão — escolha que reforça a vocação da cidade para receber grandes eventos do voleibol nacional.
As quatro equipes finalistas
Osasco São Cristóvão Saúde — O time em busca de continuidade
Campeã da Copa Brasil 2025, Osasco chega à Supercopa com moral e elenco reforçado para a temporada. O time tem como um dos nomes de maior visibilidade a oposta Bianca Cugno — contratação que ganhou destaque e é apontada como referência ofensiva — e conta também com a experiência da líbero Camila Brait, peça importante na recepção e na organização defensiva. A equipe é comandada tecnicamente por Luizomar de Moura e parte como favorita entre as mulheres por sua combinação de jovem talento e veterania.
Principal jogadora (a observar): Bianca Cugno — oposta argentina recentemente destacada e com papel ofensivo de peso na temporada.

Sesi Vôlei Bauru — Tradição e camisa pesada
Sesi-Bauru mantém um elenco experiente, com nomes que combinam juventude e rodagem. A levantadora Dani Lins, campeã olímpica e referência de leitura de jogo e experiência, é a principal peça do time — sua função como articuladora do ataque faz da equipe um oponente difícil em momentos de pressão. Bauru vem trabalhando a consistência após campanhas sólidas nas competições estaduais e nacionais.
Principal jogadora (a observar): Dani Lins — levantadora e líder técnica/e motora da equipe.

Sada Cruzeiro — Força, tradição e elenco estrelado
O gigante mineiro segue como referência do voleibol brasileiro: campeão da Superliga 2024/25 e com títulos recentes de alcance continental e mundial, o Sada chega fortalecido. Entre as principais referências está o ponteiro Douglas Souza, campeão olímpico e um dos maiores pontuadores da temporada passada — além de nomes experientes como o oposto Wallace e o central Lucão, que mantêm o time entre os favoritos. O clube celeste aposta em experiência e em um elenco equilibrado para faturar mais um troféu.
Principal jogador (a observar): Douglas Souza — ponteiro com grande apelo ofensivo e presença nos momentos decisivos.

Itambé/Minas — Projeto em evolução e peças de impacto
O Minas chega à Supercopa com uma equipe renovada e com ambição de conquistar o título inédito da competição masculina. No elenco, o oposto Aboubacar (Abouba) tem se destacado como um dos maiores pontuadores da equipe e figura como a referência no ataque; o levantador iraniano Javad Karimi também vem ganhando espaço e dá novo impulso ao jogo minastenista. O clube mineiro busca impor ritmo e força coletiva para bater o favorito Cruzeiro.
Principal jogador (a observar): Aboubacar (Abouba) — oposto e maior pontuador em competições recentes pelo Minas.

Transmissão e cobertura
As partidas têm cobertura de veículos esportivos nacionais e poderão ser transmitidas por canais parceiros da Confederação Brasileira de Voleibol e por plataformas esportivas que acompanham a Superliga e os torneios de clubes; consulte a grade das emissoras e das plataformas de streaming para confirmação de canais e horários de transmissão.
Expectativas e contexto técnico
A Supercopa costuma funcionar como um aquecimento de alto nível antes da Superliga: jogos de resultado único tornam as partidas intensas e exigem leitura rápida dos adversários. Do ponto de vista tático, Osasco e Sesi-Bauru devem apostar na variação de ataque e na solidez do bloqueio-recepção; no masculino, Cruzeiro tende a usar sua experiência e duo de pontas com Douglas e Wallace, enquanto Minas aposta na impulsão de Abouba e na criatividade do levantador para quebrar a defesa adversária. As decisões em Campo Grande também servirão para ajustar escalações e testar jovens do banco que podem ganhar espaço na temporada.
Serviço:
- Local: Ginásio Guanandizão — Campo Grande
- Sábado (18/10): Supercopa Feminina — Osasco São Cristóvão Saúde x Sesi Vôlei Bauru — 20h (horário de MS). Portões abrem às 17h.
- Domingo (19/10): Supercopa Masculina — Sada Cruzeiro x Itambé/Minas — 18h (horário de MS). Portões abrem às 15h.
- Ingressos: à venda pela plataforma Banca do Ingresso e nas lojas parceiras; há opções de meia-entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível; preços a partir de R$ 40 (variam por setor). Chegue com antecedência — portões abrem horas antes.


