Fernando Collor, condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, precisará esclarecer à Justiça por que sua tornozeleira eletrônica ficou desligada por cerca de 36 horas em maio. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (17), que deu cinco dias para a defesa apresentar a explicação.
Collor cumpre pena em regime domiciliar desde maio, autorizado devido ao diagnóstico de Parkinson e outras comorbidades, incluindo transtorno bipolar e privação crônica de sono. O monitoramento eletrônico é uma das medidas cautelares impostas pelo STF, que também restringiu visitas e suspendeu seus passaportes.
Além disso, Moraes concedeu 48 horas para que a Secretaria de Ressocialização e Inclusão de Alagoas explique por que só comunicou o desligamento da tornozeleira cinco meses após o ocorrido. O ministro reforçou que o descumprimento das regras pode levar à decretação da prisão preventiva de Collor.

