A primeira vacina totalmente produzida no Brasil contra a Covid-19, chamada SpiN-TEC, tem previsão de começar a ser aplicada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre de 2026. A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com investimento de R$ 140 milhões do governo federal, e representa um marco no desenvolvimento científico nacional.
O imunizante encontra-se na etapa final de testes clínicos, e o pedido de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser protocolado nas próximas semanas. A farmacêutica Libbs será responsável pelo fornecimento do insumo farmacêutico ativo, enquanto o envase será realizado em Minas Gerais.
Em Mato Grosso do Sul, dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que, em 2025, houve 43 mortes e 4.921 casos confirmados de Covid-19. Apesar da situação menos crítica em comparação a anos anteriores, a baixa adesão às doses de reforço preocupa as autoridades. Segundo a Pnad, 92% da população acima de cinco anos recebeu pelo menos uma dose, mas apenas 53% completou o esquema vacinal.
Caso seja aprovada pela Anvisa, a SpiN-TEC será incorporada ao calendário nacional, com prioridade inicial para grupos de risco. Especialistas destacam que, além de representar um avanço científico, o novo imunizante desafia o país a assegurar ampla cobertura e estimular a população a atualizar a vacinação.

