O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (16) um ultimato ao grupo Hamas em relação ao cumprimento do cessar-fogo em Gaza. “Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, afirmou Trump, reforçando a postura firme dos EUA sobre o cumprimento do acordo mediado com Israel.
A ameaça ocorre após a divulgação de vídeos que mostram execuções de membros de clãs e milícias rivais em ruas da Cidade de Gaza, publicadas pelo canal de TV al-Aqsa, ligado ao Hamas. As imagens foram verificadas pela BBC e provocaram repúdio da Autoridade Palestina, que classificou os atos como “crimes hediondos” cometidos fora da lei, e do presidente Mahmoud Abbas, que condenou as execuções.
Segundo relatos, ao menos 52 pessoas de um só clã, o Dagmoush, teriam sido assassinadas, embora não haja número oficial de vítimas. O Hamas afirma que as mortes ocorreram por suposta colaboração das vítimas com Israel, enquanto a Autoridade Palestina acusa o grupo de tentar controlar Gaza e dificultar a reconstrução local.
Israel, por sua vez, nega a existência de um vácuo de poder e afirma que o Hamas retomou o controle de áreas centrais do território, enquanto as tropas israelenses recuaram conforme os termos do cessar-fogo.
O ultimato de Trump reforça a tensão na região e sinaliza que os Estados Unidos podem apoiar ações mais contundentes caso o grupo extremista continue descumprindo os termos do acordo de paz, embora não haja confirmação de envio de tropas americanas a Gaza neste momento.

