Quarta, 8 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

18°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quarta, 8 Julho 2026

Saúde

há 8 meses

A+ A-

Hospital de Campo Grande vai mapear pacientes que poderão receber novo remédio contra câncer de mama

Levantamento ocorrerá para identificar mulheres com HER2 positivo que ainda manifestam sinais da doença após quimioterapia, beneficiárias do trastuzumabe entansina

O Hospital de Câncer Alfredo Abrão vai iniciar um mapeamento para identificar mulheres com câncer de mama HER2 positivo elegíveis para receber trastuzumabe entansina (Kadcyla), fármaco de última geração recentemente incorporado ao SUS. A ação visa dimensionar a demanda no município.

O levantamento foi desencadeado logo após o Ministério da Saúde receber o primeiro lote do medicamento, contendo 11.978 unidades. O hospital informou que já recebeu solicitação da Casa da Saúde para iniciar esse mapeamento, mas ainda não há definição sobre a logística de distribuição por parte da Secretaria Municipal de Saúde nem previsão de entrega ao hospital.

Conforme divulgado, o Ministério da Saúde está negociando com estados a melhor estratégia de entrega do medicamento, cujo investimento total é de R$ 159,3 milhões para a aquisição de 34,4 mil frascos-ampola. Estão previstos quatro lotes até junho de 2026, com remessas subsequentes em dezembro de 2025, março e junho de 2026. Espera-se que 1.144 pacientes sejam atendidas ainda em 2025 com o novo tratamento.

No Brasil, o trastuzumabe entansina é indicado para mulheres que continuam apresentando doença após quimioterapia inicial. O receptor HER2 estimula o crescimento de células cancerosas, tornando o tumor mais agressivo. Estudos apontam que o uso do medicamento pode reduzir em até 50% o risco de mortalidade e de recidiva da enfermidade.

Para o oncologista clínico João Paulo Vendas Villalba, do Alfredo Abrão, o Kadcyla representa um avanço relevante no tratamento do câncer de mama HER2-positivo. Ele explica que se trata de uma terapia de tipo ADC (anticorpo conjugado à droga), que carrega a quimioterapia diretamente às células tumorais, diminuindo os efeitos colaterais e aumentando a eficácia. O especialista acrescenta que o medicamento já vinha sendo utilizado em pacientes de convênios e sistemas privados, e sua incorporação ao SUS, embora circunscrita a casos específicos, é um passo importante para a equidade no acesso ao tratamento.
 

Veja também