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ECONOMIA

há 8 meses

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Governo descarta horário de verão em 2025: "Segurança energética completa", diz ministro

Ministro Alexandre Silveira afirma que país tem energia suficiente para atravessar o ano sem necessidade de ajustes no relógio; leilões de térmicas e baterias devem ampliar capacidade de armazenamento

O horário de verão não será necessário em 2025, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta terça-feira (14), o titular da pasta garantiu que o país atravessa o ano com plena segurança energética, fruto de bom planejamento e das chuvas dos últimos anos.

“Estamos completamente seguros de que não precisaremos retomar o horário de verão neste ano”, afirmou.

Alems

De acordo com o ministro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que se reúne mensalmente, avaliou que o cenário atual permite manter tarifas justas e garantir o fornecimento de energia sem mudanças de horário.

Silveira destacou que o Brasil, por ser altamente dependente de hidrelétricas, também está avançando na diversificação da matriz energética, com destaque para energia solar, eólica e sistemas de armazenamento por baterias.

“Vamos literalmente armazenar vento. Energia eólica e solar serão armazenadas em baterias. O sol vai durar até as 22h em nossas casas, graças à tecnologia”, explicou.

O ministro também anunciou o lançamento, nos próximos dias, de um novo leilão para termelétricas e, ainda neste ano, de um leilão de baterias, como parte da estratégia para estabilizar o sistema elétrico frente à intermitência das fontes renováveis.

“O mundo inteiro está enfrentando desafios com as energias intermitentes. Portugal e Espanha, por exemplo, sofreram apagões recentemente. Mas o nosso sistema é robusto e bem planejado”, reforçou.

Apesar das polêmicas que envolvem o horário de verão, o ministro disse que, se fosse necessário, o governo não hesitaria em retomar a medida:

“O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Se precisássemos, implementaríamos o horário de verão sem hesitação. Mas esse não é o caso neste ano”, concluiu.

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