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Internacional

há 8 meses

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Hamas liberta 20 reféns após dois anos de cativeiro; grupo inclui jovens, militares e estrangeiros

Acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos marca avanço nas negociações entre Israel e o grupo terrorista

Após mais de dois anos sob poder do Hamas, 20 reféns israelenses foram libertados nesta segunda-feira (13) na Faixa de Gaza, em cumprimento ao acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo terrorista, com mediação dos Estados Unidos. A libertação encerra um dos capítulos mais longos e dolorosos do conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o território israelense e sequestrou 251 pessoas.

Entre os libertados estão militares, civis e estrangeiros com dupla nacionalidade, incluindo jovens que haviam sido capturados durante o Festival Nova, símbolo da tragédia daquele dia. A lista também reúne famílias inteiras sequestradas em kibutz próximos à fronteira com Gaza.

Alems

Entre os nomes divulgados estão o soldado Matan Angrest, de 22 anos, capturado em um tanque militar; os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, de 28 anos, sequestrados no kibutz Kfar Aza; e Elkana Bohbot, de 36 anos, produtor do festival, que chegou a aparecer em vídeos divulgados pelo Hamas. Também estão entre os libertados os irmãos israelenses-argentinos David e Ariel Cunio, que foram levados junto da família em Nir Oz.

Outros jovens, como Rom Braslavski e Guy Gilboa Dalal, ambos de 24 anos, foram retirados do festival enquanto tentavam ajudar feridos. Já Eitan Horn, de 39 anos, e Omri Miran, de 48, representam os civis capturados em kibutz próximos à fronteira.

A libertação ocorre após uma intensa rodada de negociações conduzidas por autoridades norte-americanas, que buscaram interromper a escalada do conflito e garantir o retorno dos prisioneiros vivos. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 67 mil pessoas morreram desde o início da ofensiva israelense.

Israel ainda acredita que pelo menos 28 reféns tenham morrido em cativeiro, enquanto outros dois seguem com situação indefinida. A volta dos libertados foi celebrada em todo o país, mas as famílias cobram que o governo siga empenhado em garantir o resgate dos que permanecem sob controle do Hamas.

Discurso 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13), em discurso no Parlamento de Israel, que “chegou ao fim uma era de mortes e terror” no Oriente Médio. Ovacionado pelos parlamentares, Trump celebrou a libertação dos últimos 20 reféns israelenses mantidos pelo Hamas em Gaza e classificou o momento como “um triunfo incrível para Israel e para o mundo”. Ele também destacou que a paz deve substituir a guerra, dizendo que o desafio agora é transformar as vitórias no campo de batalha em prosperidade e estabilidade.

Durante o pronunciamento, Trump anunciou que os Estados Unidos liderarão os esforços de reconstrução da Faixa de Gaza. Segundo ele, uma equipe supervisionada pela Casa Branca será responsável por coordenar ações para restaurar a região e promover desenvolvimento econômico. O presidente defendeu que os palestinos abandonem definitivamente o caminho da violência e trabalhem pela dignidade e segurança de seu povo.

Trump ainda fez um aceno diplomático ao Irã, ao afirmar que os EUA estão dispostos a retomar o diálogo sobre o programa nuclear iraniano, desde que o país demonstre intenção de cooperar. Para o líder americano, o momento marca “um novo amanhecer para o Oriente Médio” e representa a oportunidade de consolidar uma paz duradoura após anos de conflito e sofrimento.

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