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há 8 meses

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Atletas africanos dominam pódio da Meia-Maratona do Pantanal; prova foi marcada pelo calor

Mark Kiptoo e Desta Cebera Denise vencem os 21 km; prova mobiliza 25 mil corredores em Campo Grande

A Corrida do Pantanal 2025 confirmou sua força como um dos grandes eventos de corrida de rua do Centro-Oeste ao reunir cerca de 25 mil participantes nas provas de 5 km, 10 km e meia maratona de 21 km. Na disputa principal, marcada por calor intenso e percursos com subidas, os atletas africanos conquistaram os pódios masculino e feminino.

Vitórias africanas em percursos exigentes
Na modalidade masculina, o ugandês Mark Kiptoo, de apenas 19 anos, levou o título ao completar os 21 km em 1h06min. Ele largou em forte disputa com o queniano Dismas Nybira Okioma, mas conseguiu se destacar no meio da prova e manter a liderança até a chegada.

Alems

O segundo lugar ficou com o brasileiro Wendell Jerônimo Souza, de Mato Grosso, que superou o pelotão e tomou a posição de terceiro para vice, cumprindo o percurso com determinação. O atleta elogiou a prova, mas apontou pontos a serem melhorados na estrutura do evento.

No feminino, a vitória foi da etíope Desta Cebera Denise, que cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, superando adversárias mesmo após passar mal nos últimos quilômetros. Em segundo ficou Emily Chebet, de Uganda, e em terceiro a brasileira Kleidiane Barbosa Jardim, de Mato Grosso do Sul, que se destacou como melhor colocada nacional.

A organização da Corrida do Pantanal ainda não divulgou os tempos exatos de cada atleta feminino nem os nomes das corredoras em 4º e 5º lugares.

Estrutura, percurso e desafios
A prova de 21 km teve largadas na madrugada, saindo da Avenida Afonso Pena, e atravessou importantes vias da cidade como Ernesto Geisel, Mato Grosso, Antônio Maria Coelho, entre outras. O trajeto incluiu trechos de subida, que exigiram mais dos atletas conforme o calor se intensificava.

Na elite, participaram 23 atletas representando cinco países, reforçando o caráter internacional da competição. Entre os representantes do Mato Grosso do Sul, estavam Edinara Regieli dos Sanches e Maurinaldo dos Santos, considerados atletas de elite no evento local.

Para garantir segurança e fluidez, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) promoveu bloqueios em vias estratégicas pela manhã, com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de saúde distribuídas ao longo do percurso.

Superação, reações e impactos
Mark Kiptoo, ainda jovem na elite da corrida de rua, comemorou a vitória e disse ter sentido o efeito do calor na prova, mas avaliou positivamente o percurso e a presença de público. Wendell, por sua vez, relatou ter melhorado sua performance na reta final, apesar das dificuldades enfrentadas em subidas e infraestrutura limitada em alguns pontos.

Kleidiane, a melhor brasileira, destacou a importância de correr na própria cidade e com adaptação aos treinos voltados às subidas previstas no trajeto. Ela afirmou que participar da elite brasileira e competir com rivais internacionais foi um desafio recompensador.

Para os organizadores e para o cenário esportivo local, a 4ª edição da Corrida do Pantanal representou mais que uma simples competição — serviu como vitrine para atletas nacionais e internacionais e reforçou a relevância das provas de rua para o desenvolvimento esportivo e turístico de Mato Grosso do Sul.

À medida que o evento cresce e atrai mais participantes e visibilidade, os próximos desafios incluem aprimorar a infraestrutura, logística e atendimento para os atletas, especialmente nos trechos mais exigentes do percurso.

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