A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada nesta semana, abre mais uma oportunidade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa será a terceira indicação do atual mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Entre os principais cotados estão o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Todos têm relação próxima com o governo e são vistos como nomes de confiança do presidente.
Nos bastidores, entretanto, cresce a pressão para que Lula escolha uma mulher para o cargo, buscando restabelecer o equilíbrio de gênero no tribunal. Desde a aposentadoria de Rosa Weber e a nomeação de Flávio Dino, Cármen Lúcia é a única ministra entre os 11 integrantes do Supremo.
Entre as possíveis alternativas femininas, o nome da ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tem sido mencionado como uma opção “fora do radar”, mas com perfil técnico e prestígio entre juristas.
Barroso, que presidiu o STF até setembro, decidiu antecipar sua aposentadoria antes de completar 75 anos, idade-limite para a permanência na Corte. Sua saída encerra uma trajetória marcada por fortes posições em temas como democracia, liberdade de expressão e direitos fundamentais.


