Mato Grosso do Sul tem se consolidado como peça-chave na expansão da aviação civil no Centro-Oeste. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os aeroportos do estado, especialmente os de Campo Grande e Bonito, registraram forte crescimento no número de passageiros entre janeiro e agosto de 2025.
O Aeroporto Internacional de Campo Grande movimentou 129.317 passageiros só em agosto, reforçando sua posição como principal terminal aéreo do estado. Já Bonito, destino turístico de fama internacional, atingiu 40.229 embarques e desembarques no acumulado do ano, um avanço de 11,6% em relação ao mesmo período de 2024. Em agosto, o município registrou 4.840 passageiros, o maior número para o mês em uma década.
Esse desempenho positivo se soma aos números da região Centro-Oeste como um todo, que contabilizou 16,27 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais até agosto — crescimento de 7,6% em comparação com o mesmo período de 2024.
“O crescimento reflete não apenas a retomada econômica, mas também os investimentos estratégicos em infraestrutura e conectividade aérea, fundamentais para estados como Mato Grosso do Sul, com vocação tanto para o turismo quanto para o agronegócio”, destacou Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Centro-Oeste em ascensão
O Aeroporto de Brasília, maior terminal da região, lidera em volume, com mais de 10,5 milhões de passageiros no acumulado do ano. No entanto, o crescimento em aeroportos regionais é o que mais chama atenção.
Em Goiânia, o mês de agosto foi o melhor da história do aeroporto local, com 337.052 passageiros. Sinop (MT) também bateu recorde, impulsionado pelo agronegócio, com alta de 30,2% no número de viajantes.
MS no radar da conectividade aérea
O desempenho de Mato Grosso do Sul reflete uma tendência de interiorização da malha aérea brasileira, com Bonito se consolidando como polo turístico internacional e Campo Grande ganhando protagonismo logístico no transporte de passageiros e cargas.
Com a crescente demanda, a expectativa é de que novas rotas e investimentos federais sejam direcionados ao estado, ampliando a oferta de voos e melhorando a infraestrutura dos terminais.


