O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 13 propriedades de Mato Grosso do Sul na nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo — cadastro que reúne empregadores responsabilizados por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão.
As propriedades listadas atuam principalmente na pecuária e em atividades rurais, e foram alvo de operações de fiscalização realizadas por equipes da pasta e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o governo federal, os empregadores inseridos no cadastro ficam impedidos de obter crédito em bancos públicos e podem enfrentar restrições em contratos com empresas privadas que adotam políticas de responsabilidade social.
A inclusão ocorre após a conclusão de processos administrativos que comprovaram irregularidades graves nas condições de trabalho, como jornadas exaustivas, alojamentos precários e ausência de direitos básicos.
Com a nova atualização, Mato Grosso do Sul passa a ter um número maior de propriedades sob restrição, reforçando a atuação do governo no combate às práticas que violam a dignidade e a legislação trabalhista.

