O Ecossistema Dakíla, liderado pelo empresário Urandir Fernandes de Oliveira — conhecido por suas ligações com o controverso “ET Bilu” —, utilizou um convênio já encerrado com o governo de São Paulo para estabelecer contato com prefeituras do litoral paulista e propor o projeto Peabiru, uma rota de trilhas inspirada em antigos caminhos indígenas que ligariam o litoral de São Paulo ao Peru.
De acordo com reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, representantes do grupo estiveram em Cananéia e São Vicente em março de 2025, apresentando-se como parceiros da Secretaria Estadual de Turismo (Setur). No entanto, o acordo com o governo paulista havia sido cancelado no fim de dezembro de 2024.
O convênio original, assinado em junho de 2024 entre o grupo Dakíla e a gestão de Tarcísio de Freitas, previa apenas um protocolo de intenções sem repasse financeiro, mas visava promover iniciativas de turismo sustentável. Seis meses depois, o documento foi oficialmente encerrado.
Em nota, a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo afirmou que adotará medidas administrativas e legais contra o uso indevido do nome e da marca da pasta.
Nas redes sociais, Urandir Fernandes reagiu à repercussão e pediu que a imprensa “pare de utilizar o nome Dakíla para atacar outras instituições”.
O grupo, que ganhou notoriedade por divulgar supostas descobertas sobre uma civilização ancestral chamada Ratanabá, tem expandido seus investimentos em Mato Grosso do Sul. Atualmente, lidera a revitalização do antigo prédio da rodoviária de Campo Grande, com investimento estimado em R$ 50 milhões.


