Com os recentes casos de intoxicação por metanol no Brasil, especialistas reforçam que nenhuma bebida alcoólica é totalmente segura. Destilados, como cachaça, whisky e vodca, apresentam maior risco de adulteração, enquanto cerveja, vinho e chope são considerados mais seguros, embora não isentos de perigo.
O metanol, utilizado na higienização de garrafas em algumas ocorrências, pode provocar intoxicação grave e até morte. Por isso, médicos e autoridades recomendam cautela: evite consumir qualquer bebida sem procedência comprovada, verifique rótulos, registros e a origem do produto.
Para o neurologista Renato Anghinah, cervejas e vinhos, especialmente envasados em lata, oferecem menor risco, tanto pela complexidade do processo de produção quanto pelo custo alto de adulteração para criminosos. Ainda assim, ele ressalta que o consumo só deve ocorrer quando há certeza da procedência.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça que destilados incolores sem origem confiável devem ser evitados, destacando que não são produtos essenciais. “Evitar essas bebidas não causa prejuízo à vida de ninguém, e nesse momento é uma medida de segurança”, disse.
Casos recentes demonstram que, embora fermentados tenham menor probabilidade de contaminação, incidentes graves já ocorreram. Grandes fabricantes, com padrões rígidos de produção, oferecem mais segurança, mas especialistas reforçam: nenhuma bebida é totalmente livre de riscos.
O hepatologista Raymundo Paraná explica que a presença de metanol pode ocorrer por adulteração intencional, mais comum em destilados falsificados, ou por falhas de produção. Já o professor André Ricardo Alcarde, especialista em ciência e tecnologia de bebidas, afirma que em produtos fermentados, como cerveja e vinho, a adulteração com metanol é improvável, e que cachaças produzidas seguindo Boas Práticas de Fabricação praticamente não oferecem risco. ( Com inf do G1)


