Milhões de americanos acordaram nesta quarta-feira (1º) com o governo paralisado. A falta de aprovação do orçamento federal no Congresso provocou a suspensão de serviços públicos e colocou milhares de servidores em licença, enquanto setores essenciais seguem funcionando parcialmente.
O “shutdown”, como é chamado o bloqueio, é o 15º desde 1981 e tem como ponto central os programas de saúde. Democratas exigem a prorrogação de benefícios prestes a expirar, enquanto republicanos defendem que a saúde seja tratada separadamente do orçamento.
A Casa Branca classificou a paralisação como “shutdown democrata”, alertando para o impacto financeiro e social. Sem a extensão dos programas, 24 milhões de americanos podem enfrentar aumento nos custos de saúde, principalmente em estados como Flórida e Texas.
O ex-presidente Donald Trump intensificou a crise ao ameaçar demissões de servidores e cortes em programas ligados aos democratas. Tentativas de acordo no Senado fracassaram: a última proposta recebeu apenas 55 dos 60 votos necessários.
Durante a paralisação, apenas serviços considerados essenciais — como segurança pública, fiscalização de fronteiras e parte do controle aéreo — continuam funcionando, enquanto o país encara uma das maiores crises orçamentárias da última década.

