A Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta terça-feira (30), desarticulou uma organização criminosa com atuação em Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Paraná. A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 4 milhões relacionados ao grupo, acusado de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado mediante fraude eletrônica e estelionato.
Entre os alvos da operação está a modelo Francielly de Paiva, extraditada de Portugal em setembro deste ano. Ela é apontada como responsável por movimentar cerca de R$ 30 milhões para a organização conhecida como ADE (Amigos do Estado). Francielly estava foragida desde 2024, quando teve mandado de prisão expedido na Operação Portokali.
A investigação teve início a partir de interceptações telefônicas e quebras de sigilo bancário de um varejista de drogas em Mineiros (GO). A partir desses dados, as autoridades identificaram conexões financeiras e logísticas que ligavam os envolvidos a fornecedores em Campo Grande e Goiânia.
A operação foi antecipada após decisão judicial que determinou a indisponibilidade dos valores bloqueados, diante do risco de que os investigados adotassem medidas para se proteger.
A ação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e da Polícia Civil de Goiás. As autoridades seguem investigando a extensão das atividades criminosas e a participação de outros integrantes do grupo.


