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Internacional

há 9 meses

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Trump propõe plano de paz para Gaza com prazo de 72 horas para liberação de reféns

Plano de 21 pontos visa cessar-fogo imediato, desarmamento do Hamas e criação de governo interino supervisionado por força internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta segunda-feira (29) um plano de paz para a Faixa de Gaza, com o objetivo de encerrar o conflito em andamento entre Israel e o Hamas. A proposta, composta por 21 pontos, inclui medidas como a liberação de todos os reféns em até 72 horas após a aceitação do acordo pelo Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses e a criação de um governo interino supervisionado por uma força internacional.

Liberação de reféns e retirada das tropas
Uma das principais condições do plano é a libertação imediata de todos os reféns, vivos e mortos, mantidos pelo Hamas. Em troca, Israel se comprometeria a liberar 250 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 detidos desde o início do conflito em outubro de 2023. Além disso, as forças israelenses realizariam uma retirada gradual da Faixa de Gaza, conforme estipulado no acordo.

Alems

Desarmamento do Hamas e amnistia condicional
O plano propõe o desarmamento completo do Hamas e a desradicalização da região. Membros do grupo que aceitarem a coexistência pacífica com Israel receberiam amnistia, enquanto aqueles que optarem por deixar Gaza teriam garantido um corredor seguro para sua saída. A proposta também prevê a exclusão do Hamas de qualquer papel no governo da região.

Governo interino supervisionado internacionalmente
Uma administração interina, composta por palestinos não ligados ao Hamas, seria estabelecida para governar Gaza. Essa administração ficaria sob a supervisão de uma força internacional composta por representantes dos Estados Unidos, países árabes e europeus. O objetivo é garantir a segurança, a reconstrução da infraestrutura e a implementação de reformas políticas na região.

Caminho para um futuro Estado palestino
O plano de paz também abre a possibilidade de um futuro Estado palestino, condicionado à implementação de reformas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e ao sucesso da reconstrução de Gaza. Um diálogo entre Israel e a ANP seria iniciado para estabelecer um quadro político que promova a convivência pacífica e o entendimento mútuo.

O presidente Trump expressou otimismo quanto à aceitação do plano, destacando que está "muito confiante" de que um acordo será alcançado. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a proposta representa uma "oportunidade real" para alcançar a paz, embora ressalte que ainda há trabalho a ser feito para garantir a segurança de Israel e a libertação de todos os reféns.

A comunidade internacional aguarda a resposta do Hamas à proposta, que poderá determinar os próximos passos no processo de paz para Gaza.
 

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