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Medicação

há 9 meses

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OMS alerta para medicamentos que podem comprometer a direção

Associação Brasileira de Medicina do Tráfego lista remédios que aumentam riscos no trânsito e orienta atenção ao volante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou alertas sobre os efeitos de diversos medicamentos na capacidade de condução, destacando que o uso de antidepressivos, ansiolíticos, anti-inflamatórios e antialérgicos pode prejudicar motoristas. O alerta foi reforçado durante o 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, diante do aumento de casos de automedicação, prática comum em várias regiões, inclusive no Brasil.

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) publicou diretrizes que listam e classificam medicamentos que podem interferir na coordenação, cognição e função motora dos condutores, aumentando significativamente o risco de acidentes. A entidade aponta que fatores como idade, peso, dose, horário da medicação e combinação com álcool influenciam na intensidade e duração dos efeitos adversos.

Entre os grupos de risco estão:

  • Analgésicos: o paracetamol e ácido acetilsalicílico apresentam baixo risco, enquanto opióides elevam até oito vezes a probabilidade de ferimentos graves e cinco vezes o risco de morte em acidentes.
  • Relaxantes musculares: medicamentos como carisoprodol e ciclobenzaprina podem causar sedação, atenção prejudicada e alterações na coordenação motora, com risco de acidentes desde a primeira semana de uso.
  • Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos: benzodiazepínicos aumentam significativamente o risco de envolvimento em sinistros; hipnóticos Z também apresentam efeitos prejudiciais à condução.
  • Antidepressivos: tricíclicos elevam o risco de acidentes, especialmente em motoristas mais velhos, mesmo em doses baixas. Inibidores seletivos de serotonina são geralmente bem tolerados, enquanto a trazodona pode causar sonolência e alterações cognitivas e motoras.
  • Antialérgicos: anti-histamínicos de primeira geração comprometem a condução de forma significativa, enquanto os de segunda geração também podem afetar o desempenho, embora de maneira variável.

A recomendação é que motoristas fiquem atentos aos efeitos colaterais de medicamentos antes de dirigir e busquem orientação médica quando necessário, para garantir a segurança no trânsito.

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