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Acidente

há 9 meses

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Polícia descarta presença de animais na pista e confirma voo fora do horário permitido

Investigação aponta que piloto tentou arremeter antes do acidente e que procedimento é comum

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), descartou a hipótese de que o acidente aéreo no Pantanal tenha sido causado pela presença de porcos-do-mato na pista de pouso. Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, os animais já não estavam mais na pista quando o avião caiu. “Até o momento, o que se sabe é que os animais não estão relacionados com a arremetida por parte do piloto”, afirmou a delegada.

O acidente ocorreu na noite de terça-feira (23) na Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana, região do Pantanal. O avião de pequeno porte, um Cessna 175 fabricado em 1958, caiu após uma tentativa de pouso. O piloto, Marcelo Pereira de Barros, realizou uma arremetida, manobra comum quando há dificuldade no alinhamento da aeronave com a pista, mas não conseguiu concluir o pouso. A aeronave perdeu altitude, chocou-se contra o solo e explodiu, resultando na morte de todos os ocupantes.

Alems

A delegada Medina também confirmou que o voo ocorreu fora do horário permitido. “O pouso para a pista na fazenda que é visual seria permitido até as 17h39, devido ao pôr do sol, e segundo Medina o avião tentou o primeiro depois das 18 horas, o que já não era mais permitido”, informou.

O avião envolvido no acidente tinha um histórico de irregularidades. Durante a Operação Ícaro, em 2019, a aeronave foi apreendida devido a suspeitas de plaquetas de identificação adulteradas e certificado de aeronavegabilidade cancelado. Após três anos sob custódia do Dracco, o avião foi devolvido ao piloto em 2022. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já havia negado autorização para táxi aéreo, mas a aeronave transportava três passageiros no momento da tragédia: o arquiteto chinês Kongjian Yu, referência mundial em urbanismo sustentável, e os documentaristas brasileiros Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr.

As investigações continuam em andamento para esclarecer todos os fatores que contribuíram para a tragédia.
 

Ouça a delegada Ana Cláudia Medina:

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