O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBM/MS) apura a possibilidade de que a presença de porcos-do-mato na pista tenha provocado o acidente aéreo que resultou na morte de quatro pessoas na tarde de terça-feira (23), em uma fazenda na zona rural de Aquidauana.
Segundo testemunhas que estavam no local, ao perceber os animais, o piloto tentou arremeter a aeronave, mas o procedimento não teve êxito. O avião caiu cerca de 100 metros após a cabeceira da pista e pegou fogo.
A aeronave, encontrada destruída e com as rodas para cima, teve todos os ocupantes carbonizados. Os corpos foram levados para o Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana na manhã desta quarta-feira (24).
A operação de resgate durou cerca de nove horas e mobilizou três militares e uma viatura. O difícil acesso ao local e as condições do terreno dificultaram o trabalho das equipes.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), vinculado ao CENIPA, será responsável pelas investigações.
Irregularidades da aeronave
O avião, um Cessna 175 fabricado em 1958, já tinha histórico de problemas legais. Em 2019, foi apreendido durante a Operação Ícaro, realizada em Aquidauana, quando perícias apontaram adulteração em plaquetas de identificação e cancelamento do certificado de aeronavegabilidade.
A aeronave permaneceu sob custódia da polícia por três anos e foi devolvida em 2022 ao piloto Marcelo Pereira de Barros, conhecido como Marcelo Pantaneiro, uma das vítimas do acidente.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião não tinha autorização para realizar serviços de táxi aéreo.


