O que era para ser uma vitória tranquila virou uma noite de frustração e polêmica para o Esporte Clube Comercial. Jogando em casa pela 4ª rodada da Série B do Campeonato Sul-Mato-Grossense 2025, o Colorado empatou em 1 a 1 com o Maracaju Atlético Clube — resultado que complica ainda mais a briga pelo retorno à elite. Mas o placar foi apenas parte do drama: duas expulsões, reclamações de pênalti não marcado e uma acusação grave contra o árbitro transformaram o jogo em um caldeirão de tensão.
O Comercial abriu o placar aos 35 minutos do primeiro tempo com um belo gol de falta de Emerson Bacas. A vantagem parecia segura até que Fernando foi expulso no início da segunda etapa, abrindo espaço para a reação do adversário. O Maracaju aproveitou e empatou aos 34 minutos do segundo tempo com Lucas Torres.
A partida pegou fogo nos minutos finais. O zagueiro Esdras, do Comercial, foi expulso após reclamar de um possível pênalti não marcado sobre Maycon. Segundo o clube, a situação foi ainda mais grave: o árbitro Everton Moreira Prates teria simulado uma agressão do jogador — algo que gerou revolta entre atletas e comissão técnica. Com dois a menos, o time da casa não conseguiu reagir e saiu de campo sob vaias da torcida no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande.
Nota de repúdio e denúncia contra o árbitro
Logo após o apito final, o Comercial emitiu uma nota oficial duríssima contra a arbitragem. No texto, o clube acusa o árbitro de usar "critérios desiguais" na marcação de faltas e cartões, além de "simular uma agressão" aos 44 minutos do segundo tempo para justificar a expulsão direta de Esdras.
O clube alega que o jogador já havia recebido um amarelo por reclamação antes do episódio, e que a súmula registra erroneamente a expulsão como vermelho direto. A diretoria promete acionar o Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso do Sul (TJD-MS) e exige que Everton Moreira Prates seja afastado das partidas do clube.
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