Os serviços de emergência 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) foram totalmente restabelecidos em Campo Grande e em cidades do interior de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (23), após ficarem temporariamente fora do ar devido ao rompimento de um cabo de fibra ótica da operadora Oi.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que equipes técnicas da pasta trabalharam em conjunto com profissionais da operadora para normalizar o sistema o mais rápido possível. A falha afetou principalmente os números de emergência mais utilizados pela população.
Durante o período de inoperância, a Sejusp disponibilizou números alternativos para que a população pudesse acionar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, garantindo que os atendimentos não fossem interrompidos.
Retomada dos serviços
Com a conclusão dos reparos, os números oficiais voltaram a funcionar normalmente a partir das 14h30 em todo o Estado. Em Ponta Porã, o serviço foi normalizado às 14h50. As cidades de Dourados e Corumbá, que apresentaram instabilidades pontuais, também retomaram o funcionamento regular dos canais de emergência.
Em nota, a Sejusp destacou:
"Todas as medidas foram imediatamente tomadas para garantir a retomada dos atendimentos com segurança e agilidade. Durante a interrupção, contatos alternativos foram disponibilizados para emergências com a PM e o Corpo de Bombeiros Militar."
Investigação do MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) anunciou na segunda-feira (22) a abertura de investigação para apurar a instabilidade frequente nos números de emergência da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e SAMU em Dourados. Embora o procedimento seja específico para o município, a análise também considera falhas recentes em outras cidades, incluindo Campo Grande, Iguatemi, Ribas do Rio Pardo e Jardim.
O MPMS apontou que os problemas sucessivos, especialmente nos meses de março e abril deste ano, evidenciam a vulnerabilidade do sistema e destacaram que a estabilidade desses canais é essencial para garantir o direito à segurança e à vida da população.
As autoridades municipais e estaduais têm 20 dias para apresentar documentos e informações sobre as medidas adotadas para solucionar as falhas. A 10ª Promotoria de Justiça seguirá monitorando o caso para assegurar que uma solução definitiva seja implementada.


