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há 9 meses

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'Gaza está em chamas', diz ministro da Defesa de Israel enquanto tropas lançam a maior ofensiva

Tropas israelenses entram na Cidade de Gaza, ordenam evacuação de civis e iniciam desmantelamento da infraestrutura do Hamas, segundo autoridades.

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, publicou em sua conta na rede social X que “Gaza está em chamas”. Ele afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão atacando com “punho de ferro” a infraestrutura terrorista do Hamas e que os soldados estão lutando bravamente para criar condições para a libertação dos reféns e a derrota do grupo militante. Nesta terça-feira (16), o exército israelense iniciou uma operação terrestre na Cidade de Gaza, o maior centro urbano do território palestino, ordenando a evacuação de centenas de milhares de moradores.

    Nos últimos dias, moradores relataram um aumento significativo nos bombardeios à cidade, com explosões que destruíram dezenas de casas e operações militares intensificadas, incluindo o uso da Marinha, tanques e aviões. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação durante um depoimento em um julgamento de corrupção, afirmando que o objetivo é desmantelar o Hamas como organização política e armada. Até o momento, autoridades de saúde de Gaza reportaram ao menos 24 mortos nas primeiras horas do ataque.

    Enquanto isso, nos arredores da residência oficial de Netanyahu, grupos de manifestantes protestam contra a ofensiva militar e pedem o fim dos bombardeios em Gaza, denunciando a crise humanitária crescente no território palestino. Os protestos refletem a divisão da opinião pública em Israel, onde há tanto apoio à operação quanto críticas às suas consequências para civis.

    Organizações internacionais, incluindo a ONU, alertam para uma grave crise humanitária nas áreas ao sul da Cidade de Gaza, para onde a população está sendo deslocada. Muitos criticam a ofensiva israelense, classificando-a como um deslocamento forçado em massa, com pouca comida e recursos básicos disponíveis. Além disso, alguns comandantes israelenses expressam preocupações sobre os riscos da operação para os reféns e para as próprias tropas, temendo que possam estar entrando em uma “armadilha mortal”.

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