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DIVERSIDADE

há 9 meses

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Fé e amor marcam Parada LGBT em Campo Grande, considerada uma das capitais mais conservadoras

Evento levou música, discursos e bandeiras coloridas até a Praça do Rádio Clube

A 22ª Parada da Diversidade de Campo Grande movimentou o centro da capital neste sábado (13), com milhares de pessoas ocupando as ruas em defesa da inclusão, da diversidade e do respeito às diferentes identidades. O trajeto, que teve como ponto de chegada a Praça do Rádio Clube, foi marcado por música, discursos e bandeiras coloridas erguidas em clima de resistência.

Durante mais de uma hora de caminhada, famílias com crianças, jovens em grupos, casais homoafetivos e heterossexuais, além de idosos, participaram do ato que uniu celebração e reivindicação.

Alems

Vozes da comunidade

Para muitos, a parada não é apenas um espaço de festa, mas também de visibilidade e conscientização. A estudante de artes cênicas Mariana Oliveira, 22 anos, contou que comparece ao evento todos os anos para reforçar a importância da representatividade.
“É o momento de mostrarmos que existimos, que temos direitos e que a cidade precisa nos enxergar. Cada bandeira erguida é um grito contra o preconceito”, disse.

Já o servidor público Carlos Mendes, 48 anos, participou pela primeira vez acompanhado da esposa e da filha adolescente. Para ele, a parada é também um espaço de educação social.
“Trouxe minha filha para ver de perto o que é respeito. Precisamos criar uma geração que não reproduza preconceitos”, afirmou.

Outro destaque foi a presença de coletivos universitários e grupos independentes que levantaram faixas pedindo políticas públicas de saúde e educação voltadas à população LGBTQIAPN+.

Resistência e política

A diretora-presidente da ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul), Cris Stefani, destacou que a cada edição a mobilização ganha um tom mais político.
“Campo Grande ainda é um estado conservador, mas aqui está a prova de que resistimos. Quem vem não vem só para o oba-oba. Quem vem vem para lutar”, afirmou.

Ela reforçou ainda a importância de respeitar a história das travestis no movimento.
“Hoje temos travestis que estudam e trabalham, mas isso custou décadas de resistência contra a violência policial, os cafetões e a discriminação. O que pedimos é respeito ao processo histórico. Tem espaço para todos, sem invisibilizar quem veio antes”, concluiu.

O evento terminou com apresentações musicais e performances artísticas, transformando a Praça do Rádio Clube em um espaço de celebração, fé e luta por igualdade.

 

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