Mato Grosso do Sul alcançou a 9ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, estudo nacional que avalia a qualidade da gestão pública e o ambiente de desenvolvimento em todas as unidades da federação. O levantamento considera 100 indicadores organizados em dez pilares estratégicos, como educação, infraestrutura, saúde, segurança e sustentabilidade.
O destaque do Estado ficou por conta do pilar capital humano, onde aparece em 2º lugar no País. O bom desempenho é reflexo, principalmente, do menor índice de desocupação de longo prazo do Brasil e da melhora em relação ao ano passado. Outro ponto positivo está na sustentabilidade social, puxada pela liderança em cobertura vacinal.
O ranking também reforçou a força do Centro-Oeste: além de Mato Grosso do Sul (9º), a região emplacou todas as suas unidades federativas entre os dez primeiros colocados — Distrito Federal (4º), Goiás (8º) e Mato Grosso (10º). O top 5 geral é liderado por São Paulo, seguido de Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
Onde o Estado perde pontos
Apesar de figurar entre os dez mais competitivos, Mato Grosso do Sul amarga posições ruins em potencial de mercado, ficando em 23º lugar após cair dez posições em comparação a 2024. O motivo é o fraco crescimento econômico, o menor entre os 27 estados.
Na solidez fiscal, o Estado ocupa a 16ª posição, com um dos piores resultados primários do País, indicador que mede se o governo gasta mais ou menos do que arrecada.
A situação é ainda mais preocupante na segurança pública: MS aparece em 19º lugar, com destaque negativo para os índices de feminicídio, onde ocupa a 26ª posição nacional, praticamente a última colocação.
Desempenho dos municípios
No ranking municipal, Campo Grande é a cidade sul-mato-grossense mais bem colocada, aparecendo na 71ª posição. Em seguida vêm Três Lagoas, no 210º lugar, e Dourados, apenas na 217ª colocação, refletindo desigualdade regional no desempenho.


