om a chegada do inverno, a Ceasa de Mato Grosso do Sul registra mudança no comportamento de consumo. A procura por legumes como abóbora, batata, cenoura e temperos verdes cresce significativamente, impulsionada pelo aumento no preparo de sopas e caldos. Por outro lado, frutas como melancia enfrentam queda nas vendas, e a cotação semanal revela produtos em baixa e em alta nas centrais de abastecimento.
De acordo com o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa/MS, Fernando Begena, o frio aumenta a demanda por hortaliças que são base de pratos típicos da estação. “Essas hortaliças incrementam uma infinidade de sopas e caldos, muito consumidos pela população nesse período. Quem busca qualidade, sem dúvida, encontra esses produtos aqui na Ceasa/MS”, destaca.
Na JS Saraíva, empresa que atua dentro da central, o reflexo já é percebido nas vendas. A batata-doce é um dos destaques, mas abóbora cabotiá, moranga e alho também têm grande saída. Segundo o vendedor Edson Carlos, o aumento pode chegar a 30% nos meses mais frios. “No frio, os clientes tendem a adotar uma alimentação mais 'pesada', com mais condimentos e legumes cozidos ou em caldos”, explica.
Enquanto os legumes ganham espaço na mesa do consumidor, os comerciantes de frutas precisam lidar com outros desafios. É o caso da WB Bananas, onde o proprietário Wandré Barbosa aponta que a queda nas temperaturas afeta tanto a produção quanto a qualidade das frutas. “Mesmo diante da queda no consumo, ainda conseguimos manter a qualidade e atender o público, que não deixa de comprar a banana”, afirma.
Apesar da redução nas vendas, o período pode ser vantajoso para o consumidor que busca preços mais baixos. A melancia, por exemplo, está sendo vendida a R$ 1,60 o quilo, segundo a Divisão de Mercado e Abastecimento (Dimer), e o quilo da melancia chegou a ser comercializado a R$ 1,50 no pavilhão da WR Hortifruti, em Campo Grande.
Cotação semanal
A cotação semanal da Ceasa/MS aponta ainda outros destaques de preços. A caixa com 7 kg de alface crespa caiu 12,5% e está sendo vendida a R$ 35. O tomate longa vida também teve queda: a caixa está custando R$ 130, com redução de cerca de 7% em relação à semana anterior. Já a uva Niágara, entre as frutas, teve uma das maiores quedas, sendo vendida a R$ 60 a caixa de 5 kg.
Em contrapartida, alguns produtos continuam em alta. O pepino, por exemplo, segue valorizado pela segunda semana consecutiva: a caixa com 23 kg está custando R$ 100 — 11% mais caro. O quiabo também está com preço elevado, com a caixa de 15 kg custando R$ 170.
A Ceasa/MS continua sendo uma alternativa viável e econômica para quem busca variedade, qualidade e bons preços, especialmente nos meses mais frios.


