O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) conquistou a 11ª colocação nacional no Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS), conforme divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira, 30 de junho, durante a 3ª edição do evento Judiciário Sustentável, realizado em Brasília. O resultado representa o melhor desempenho da história do TJMS e marca um salto expressivo em relação ao ano anterior, quando o tribunal ocupava a penúltima posição no ranking.
Com 69,9% de aproveitamento, o TJMS demonstrou avanço significativo nas áreas de sustentabilidade, acessibilidade e inclusão, superando os 60% registrados em 2023. A evolução está diretamente ligada à implementação de medidas alinhadas às diretrizes da Resolução CNJ nº 400/2021 e da recente Resolução CNJ nº 550/2024, que ampliaram os critérios de avaliação.
Desde o início da gestão 2025, o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, tem conduzido ações com foco na responsabilidade socioambiental. Entre elas, estão a eliminação do uso de descartáveis, substituídos por alternativas sustentáveis, e a promoção de eventos de conscientização, como o seminário “A Justiça e os Desafios Socioambientais Contemporâneos”, organizado em parceria com outros cinco órgãos.
Segundo a juíza auxiliar da Presidência, Joseliza Alessandra Vanzela Turine, os resultados refletem “o compromisso institucional com a construção de uma Justiça mais sustentável, inclusiva e socialmente responsável”. Ela antecipa ainda que uma nova edição do Desafio Sustentável será lançada em breve para fortalecer a cultura ambiental entre os servidores.
O TJMS também tem se destacado em ações voltadas à igualdade de gênero e raça e à inclusão de pessoas com deficiência, áreas consideradas prioritárias pelo CNJ. O IDS avalia critérios como consumo de recursos naturais, gestão de resíduos, uso de fontes renováveis, equidade e descarbonização, com base nos dados enviados pelos tribunais ao sistema PLS-Jud.
Desde a criação do índice, em 2018, o tribunal vem registrando avanços: saiu da 62ª colocação geral e da 19ª entre os tribunais estaduais, com apenas 48%, para se posicionar em 2024 como um dos 15 melhores do país em desempenho sustentável.
Neste ano, o balanço do IDS incorporou ainda os primeiros resultados do Programa Justiça Carbono Zero e os efeitos do Pacto pela Transformação Ecológica, firmado entre os Três Poderes em agosto de 2024, reforçando o compromisso do Judiciário com a redução dos impactos ambientais.


