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Bolivianos querem instalar fábrica de fertilizantes em Campo Grande enquanto UFN3 segue parada

Enquanto a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), em Três Lagoas, permanece sem avanços concretos, Mato Grosso do Sul pode ganhar uma nova unidade no setor. Empresários da Gravetal Bolívia S.A, em parceria com a brasileira Serving Agro e a Bolivia Entretenida, apresentaram ao governo estadual um projeto para instalação de uma fábrica de fertilizantes em Campo Grande, no Polo Industrial Oeste.

O projeto prevê a importação de insumos como ureia, boro e fosfato da Bolívia, com o processo de mistura sendo realizado em solo sul-mato-grossense. As negociações para aquisição de área na Capital já estão em andamento. A iniciativa tem apoio da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS).

Alems

Além de ampliar a oferta de fertilizantes no Centro-Oeste, o investimento deve otimizar a logística regional, com a utilização do frete de retorno para transporte de soja produzida no Estado. O grupo empresarial busca consolidar sociedade com empresas brasileiras para viabilizar a operação em Campo Grande.

A Gravetal já atua no processamento de soja na fronteira entre Brasil e Bolívia e agora pretende expandir sua presença no mercado brasileiro. O interesse também destaca a importância da infraestrutura logística de Mato Grosso do Sul, com atenção especial aos projetos ferroviários que podem garantir maior competitividade às operações.

A movimentação boliviana ganha força diante da estagnação da UFN3, cuja construção foi interrompida em 2014 com 80% da estrutura concluída. Apesar de previsões recentes para retomada das obras, ainda não houve definição prática. O projeto, avaliado em US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões), aguarda licitação para escolha da nova responsável pela finalização.
Quando concluída, a fábrica de Três Lagoas terá capacidade para produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia, podendo reduzir significativamente a dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados. A expectativa inicial era que a obra fosse entregue até o fim de 2026, mas o prazo já é considerado apertado.

 

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