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Papa Francisco morre aos 88 anos após 12 anos de pontificado

Primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica, ele marcou a história com um papado voltado à simplicidade, justiça social e renovação da fé no século XXI

O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, morreu nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, após 12 anos à frente da Igreja Católica. Sua morte foi confirmada pelo camerlengo do Vaticano, cardeal Kevin Farrell. Francisco foi o primeiro papa latino-americano e também o primeiro jesuíta a ocupar o trono de Pedro, iniciando seu pontificado em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

Durante mais de uma década no comando da Santa Sé, Francisco imprimiu um estilo pastoral marcado pela simplicidade, pelo diálogo inter-religioso e pela defesa firme dos pobres, dos imigrantes e do meio ambiente. Enfrentou temas delicados como abusos sexuais dentro da Igreja, promoveu reformas administrativas no Vaticano e buscou aproximar o catolicismo das novas gerações.

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Seu pontificado também foi marcado por viagens históricas, como a visita  em 2013 ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude, além de encontros com líderes globais e uma forte atuação diplomática em conflitos internacionais. Mesmo com os problemas de saúde que se intensificaram nos últimos anos, Francisco manteve uma agenda ativa até seus últimos meses de vida.

Internação

O pontífice foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, no dia 14 de fevereiro, após apresentar complicações pulmonares. A notícia foi confirmada pelo Vaticano por meio de um comunicado oficial, que destacou sua trajetória marcada pela fé, liderança e compromisso com os valores cristãos.

Durante a internação, Francisco foi submetido a tratamento intensivo. Nas últimas semanas, seu estado de saúde foi considerado crítico, com oscilações no quadro clínico. Apesar de breves sinais de melhora, a situação se agravou, exigindo o uso constante de oxigênio e sessões de fisioterapia respiratória. O último boletim médico divulgado pelo Vaticano classificou seu estado como “reservado”, sem previsão de alta, o que gerou apreensão entre os fiéis e no cenário internacional.

O papa enfrentava uma série de complicações respiratórias desde o início do ano, incluindo pneumonia nos dois pulmões, internações prolongadas e crises que exigiram suporte respiratório. Apesar de apresentar breves melhoras, o quadro de saúde foi considerado reservado pelos médicos até seu falecimento.

Francisco deixa um legado de renovação, compaixão e coragem, tendo se tornado um dos líderes religiosos mais influentes e carismáticos do século XXI.

A Santa Sé já iniciou os preparativos para a cerimônia fúnebre e para o conclave que elegerá seu sucessor. Em todo o mundo, líderes políticos, religiosos e personalidades públicas prestam homenagens ao pontífice, lembrando seu impacto transformador na Igreja e na sociedade.

 

 

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