Com apenas 14 anos, João Pedro Firmino de Jesus, atleta da categoria T20 (atletismo para pessoas com deficiência intelectual), já coleciona conquistas que mostram seu talento e determinação. O jovem, que começou sua trajetória correndo atrás de pipas no bairro, acaba de voltar da Sérvia com duas medalhas de prata em uma competição internacional, marcando seu nome no cenário paralímpico.
A paixão de João Pedro pela corrida começou de forma despretensiosa: enquanto brincava com os amigos, ele percorria cinco, seis quadras atrás das pipas, sempre chegando primeiro. O talento natural chamou a atenção de uma professora da Escola Marina Couto Fortes, que o apresentou ao treinador Carlos Igino e, posteriormente, ao professor Daniel Sena, do Sprint Social – Paratletismo & Atletismo de Inclusão. Desde o final de 2023, João treina no projeto, que tem sido fundamental em sua evolução.
"Foi muito disputada e marcante, jamais vou esquecer os momentos que vivi. Meu sentimento é de felicidade, alegria e gratidão a todos que, diretamente ou indiretamente, contribuíram para tudo isso ser possível. Sou muito feliz por fazer parte da Sprint e grato à Plan por patrocinar nossos sonhos”, contou o paratleta entusiasmado.
A trajetória do jovem atleta é um exemplo de superação e apoio coletivo. Sua mãe, Rozineia Firmino, destaca a importância do projeto em sua vida: "É muito gratificante ver meu filho crescendo no esporte com a Sprint. Ele sempre teve essa energia, e hoje colhe os frutos do seu esforço e da estrutura que encontrou aqui."

Sprint Social: transformando vidas pelo esporte
Criado em 2005 pelo professor Daniel Sena, o Sprint Social surgiu com o objetivo de oferecer oportunidades a crianças e adolescentes por meio do atletismo. Hoje, o projeto atende mais de 150 atletas e paratletas, proporcionando estrutura, uniformes e equipamentos de alto nível.
"Quando o João chegou na Sprint, estávamos num período de base, um trabalho que mensuramos durante o ano para preparar os atletas para as competições. Ele chegou justamente nessa fase e, desde os primeiros dias, percebi que era um garoto com algo especial – aquela vontade de conquistar, de mostrar que era capaz. Isso desperta muita atenção no treinador, e foi assim que começamos. O processo foi vitorioso. Ele começou a se destacar nas provas, conquistou o ouro na Paralimpíada Escolar, e essa medalha o credenciou para o Campeonato Mundial. Além de vencer, ele fez uma marca excelente, chamando a atenção dos observadores do Comitê Paralímpico Brasileiro, que o indicou para a competição internacional”, conta o professor com entusiasmo.
"Tive o privilégio de acompanhar o João em toda a sua caminhada – desde os primeiros passos no atletismo até chegar à seleção brasileira e conquistar uma medalha no Mundial Escolar. Para mim, como treinador, é uma realização profissional e pessoal. Ele se tornou uma referência para as outras crianças e ainda levou o nome da Sprint para o topo, voltando com duas pratas internacionais. Isso é gratificante demais. O que mais nos encanta no João é sua capacidade incrível em provas de resistência e velocidade, como os 800m e 1500m. Ele é guerreiro, não entrega fácil”.
Próximos passos
Com a medalha na Sérvia, João Pedro agora mira novas competições e sonha em representar o Brasil em grandes eventos paralímpicos. Sua história, que começou nas ruas de Campo Grande, agora inspira outros jovens a acreditarem que, com dedicação e apoio, nenhum sonho está longe demais.
Sobre o Sprint Social
Projeto social que promove inclusão e alto rendimento no atletismo, o Sprint Social já revelou diversos campeões em competições estaduais, nacionais e internacionais. Com patrocínio da Plan Loteamentos, oferece estrutura profissional para atletas e paratletas em Campo Grande (MS).
“É o quinto ano que patrocinamos o Sprint Social. Eles têm um trabalho muito sério, e já vemos os frutos sendo colhidos. Não só nas categorias de elite, como a do João, mas também nas amadoras, nos jogos estudantis e escolares. Todos são importantes, porque o foco do projeto e do nosso patrocínio é a inclusão social. Muitas vezes, quem mais precisa dessa inclusão é o atleta ou paratleta amador, por isso o projeto abrange desde as categorias de base até as profissionais — todas têm seu valor”, destacou o um dos diretores da Pan Loteamentos, Rubens Filinto.



