Em novo embate comercial, o governo chinês afirmou nesta quinta-feira (10) que não recuará diante da escalada tarifária imposta pelos Estados Unidos. Em comunicado divulgado pela embaixada da China em Washington, o país asiático afirmou que "não permitirá que seus direitos sejam violados" e acusou os EUA de se voltarem contra o restante do mundo ao usar tarifas como instrumento de pressão.
O ministro do Comércio da China também subiu o tom e declarou que "lutaremos até o fim", classificando as medidas de Donald Trump como sabotagem às regras do comércio internacional. "Pressão e chantagem não funcionam com a China", reforçou.
Na véspera, Trump anunciou novo aumento nas tarifas contra produtos chineses, elevando as taxas para 125%. A medida é mais um capítulo da guerra tarifária que já dura semanas, com aumentos recíprocos que chegaram a ultrapassar 100% em ambos os lados.
Apesar do endurecimento, o presidente norte-americano adotou tom mais conciliador ao dizer que acredita em um acordo e voltou a elogiar Xi Jinping, chamando-o de “amigo” e “homem inteligente”.
Pequim, no entanto, reiterou que qualquer negociação precisa ocorrer em pé de igualdade. "A China tem vontade firme e meios abundantes para contra-atacar", declarou o Ministério do Comércio.
A tensão entre as duas maiores economias do mundo tem causado instabilidade nos mercados financeiros globais. Bolsas asiáticas e europeias operaram em queda nesta quarta-feira, enquanto o dólar voltou a se aproximar dos R$ 6 no Brasil.


