Na madrugada desta terça-feira (11), a Ucrânia lançou um ataque massivo de drones contra Moscou, capital da Rússia, resultando em três mortes e 18 feridos, conforme informações das autoridades locais. O bombardeio causou incêndios e interrompeu temporariamente as atividades em quatro aeroportos da cidade, afetando também a infraestrutura ferroviária.
O ataque, que ocorreu poucas horas antes de um encontro entre representantes da Ucrânia e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na Arábia Saudita, é considerado o maior contra Moscou desde o início do conflito. As autoridades russas informaram que a defesa aérea do país conseguiu destruir 337 drones durante a noite, sendo 91 na região de Moscou e o restante em outras áreas da Rússia.
Além dos danos materiais, com prédios e veículos atingidos, a Rússia denunciou que o ataque violou normas de guerra, acusando a Ucrânia de ter como alvo áreas residenciais. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que equipes de emergência estão atuando nos locais afetados, com imagens de prédios danificados e incêndios em algumas regiões.
O impacto no transporte foi significativo: voos foram suspensos em Moscou e em outras regiões, como Yaroslavl e Nizhny Novgorod, devido à ameaça dos drones. A infraestrutura ferroviária também foi afetada, com a estação de Domodedovo sofrendo danos. A Rússia segue monitorando a situação e declarou que as operações nos aeroportos foram retomadas.
Ainda não há uma confirmação oficial por parte do governo ucraniano sobre o ataque, mas o bombardeio reflete a intensificação da guerra, com ataques cada vez mais perto do coração da Rússia.

