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há 1 ano

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Extrema direita brasileira acorda com nó na cabeça após Trump se aliar a Putin na guerra da Ucrânia

A manhã começou confusa para setores da extrema-direita brasileira. A notícia de que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e ícone da direita global, entrou em acordo com Vladimir Putin para pôr fim à guerra na Ucrânia pegou muitos de surpresa. Para quem esperava que o republicano mantivesse uma postura firme contra Moscou e em defesa de Kiev, a reaproximação com o Kremlin gerou um curto-circuito ideológico.

O ex-presidente americano, conhecido por seu estilo pragmático e imprevisível, já demonstrou diversas vezes que coloca os interesses estratégicos dos EUA acima de alianças tradicionais. Durante seu mandato, apesar de sanções contra a Rússia, ele manteve uma relação diplomática aberta com Putin, em contraste com o discurso mais belicoso da administração Biden e da OTAN. Agora, ao propor um acordo que encerre a guerra sem priorizar a posição da Ucrânia, Trump sinaliza que sua prioridade não é sustentar o conflito, mas sim trazer estabilidade econômica e política aos EUA – algo que pode ser decisivo em sua campanha presidencial.

No Brasil, a ala mais radical da direita sempre alinhou sua retórica com a defesa do Ocidente contra a Rússia, ecoando discursos de resistência à “ameaça comunista” e de apoio irrestrito ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Esse posicionamento foi amplificado nos últimos anos por figuras públicas e influencers políticos que viam Trump como um bastião dos valores conservadores e um oponente ferrenho de regimes autoritários como o russo.

Agora, com Trump reconfigurando suas alianças e se aproximando de Putin, muitos seguidores brasileiros se veem em um dilema. O movimento inesperado do ex-presidente americano pode provocar uma reavaliação das narrativas dominantes dentro da extrema-direita nacional, que terá que decidir se continua defendendo a Ucrânia ou se segue Trump em sua nova estratégia de pacificação com a Rússia.

Para alguns analistas, esse episódio reforça a ideia de que a política internacional não pode ser reduzida a um simples embate entre direita e esquerda. No jogo de poder global, os interesses econômicos e estratégicos sempre falam mais alto do que a ideologia. E, neste caso, parece que Trump deixou claro que sua prioridade não é seguir o script esperado por seus aliados internacionais, mas sim garantir o que considera melhor para os Estados Unidos.

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