O consumo crescente de medicamentos à base de tadalafila, substância utilizada para tratar a disfunção erétil, tem gerado preocupações entre médicos. Com a venda facilitada em farmácias e, muitas vezes, sem a necessidade de receita, a substância tem sido cada vez mais procurada por indivíduos em busca de benefícios tanto no desempenho sexual quanto físico. Em 2023, mais de 43 milhões de unidades de medicamentos contendo tadalafila foram comercializadas no Brasil, refletindo a popularização do produto.
Muitos usuários têm recorrente uso da substância como potencializador de desempenho nos treinos físicos, buscando efeitos vasodilatadores. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos do consumo desse medicamento sem orientação médica. O uso de tadalafila fora da indicação clínica, como nos casos em que a pessoa não apresenta disfunção erétil, pode trazer consequências sérias para a saúde, como alterações no sistema cardiovascular e pressão arterial.
A prescrição de tadalafila para fins não terapêuticos, como melhorar a performance na academia, tem sido um tema controverso. O Conselho Regional de Medicina (CREM) enfatiza que profissionais que prescrevem a substância para fins não relacionados a distúrbios médicos estão violando normas éticas, expondo o paciente a riscos desnecessários.
Além disso, a utilização do medicamento tem sido cada vez mais frequente entre jovens, especialmente em ambientes sociais, como bares e festas, onde a busca por um "desempenho ideal" tem levado ao consumo indiscriminado. A prática, no entanto, não é recomendada pelos médicos, que ressaltam a importância de uma avaliação clínica antes de qualquer uso desse tipo de substância. (Com inf do G1)

