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Saúde

há 1 ano

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Aumento de casos de dengue tipo 3 preocupa Mato Grosso do Sul e São Paulo

A volta da dengue tipo 3 ao Brasil, após 15 anos de ausência, tem gerado preocupações nas autoridades de saúde, especialmente nas regiões de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em 2025, Mato Grosso do Sul já registra 44 casos confirmados da doença, com a maioria concentrada na região oeste do estado, próximo à divisa com São Paulo, onde os casos também têm aumentado significativamente.

Três Lagoas, uma das principais cidades do estado e localizada na divisa com São Paulo, já contabiliza 10 casos confirmados de dengue tipo 3, em meio a 47 casos positivos registrados no município. Em nível nacional, o Brasil já somou 226,4 mil casos prováveis e 100,5 mil confirmados, além de 61 mortes registradas, com destaque para os estados de Acre, São Paulo e Mato Grosso, que estão enfrentando as maiores dificuldades no controle da doença.

A dengue tipo 3 é motivo de preocupação porque, com sua ausência por tanto tempo, a população não tem imunidade contra esse sorotipo. O risco de uma epidemia aumenta, especialmente em áreas como Mato Grosso do Sul, que estão próximas aos epicentros de transmissão, como São Paulo, onde o número de casos confirmados é elevado. De acordo com o Secretário Adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde, Rivaldo Venâncio, o avanço do surto vai depender da velocidade com que o Aedes aegypti se infecta, sendo que a movimentação das pessoas entre os estados pode agravar a situação.

Especialistas ressaltam que o grande perigo da dengue tipo 3 não é a primeira infecção, mas sim as infecções subsequentes. O médico e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, Prof. Dr. Alexandre Naime Barbosa, alerta que infecções repetidas podem levar a quadros clínicos mais graves e aumentar o risco de sequelas a longo prazo.

Além dos 44 casos confirmados em Mato Grosso do Sul, o estado também investiga duas mortes suspeitas por dengue, sendo uma delas em Campo Grande. Em Inocência, uma idosa de 76 anos faleceu devido à dengue tipo 2 no início de janeiro, o que traz ainda mais apreensão sobre o controle da doença no estado. 

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