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Avião da American Airlines com 64 passageiros e helicóptero militar colidem no ar em Washington

Autoridades americanas confirmam que não há sobreviventes sobreviventes; ; aeronave transportava atletas da patinação artística

Na noite desta quarta-feira (29), um avião comercial da American Airlines e um helicóptero militar colidiram no ar próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, D.C. As aeronaves caíram no Rio Potomac, e equipes de resgate trabalham sob frio intenso e ventos fortes para localizar vítimas.

Alems

O jato Bombardier CRJ700 transportava 60 passageiros e quatro tripulantes, enquanto o helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk levava três soldados em um voo de treinamento. Até o momento, 30 corpos foram resgatados, mas as autoridades acreditam que não há sobreviventes.

A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump acompanha a situação e pediu orações pelas vítimas. “Fui informado sobre o terrível acidente e estou monitorando de perto”, declarou.

Uma das caixas-pretas já foi recuperada, e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) iniciou as investigações para esclarecer as causas do acidente. O aeroporto permanece fechado para pousos e decolagens.

Resgates complicados por condições climáticas extremas

O trabalho de resgate tem sido extremamente desafiador, com equipes enfrentando temperaturas abaixo de zero e ventos fortes. Cerca de 300 socorristas, incluindo mergulhadores e equipes de resgate fluvial, foram mobilizados para procurar possíveis sobreviventes, mas até o momento, nenhuma pessoa foi resgatada com vida. As condições adversas, com ventos de até 42 km/h e áreas de gelo no rio, tornam a operação ainda mais perigosa. A temperatura na região da colisão caiu para cerca de -2°C, o que está dificultando a movimentação das equipes.

Vítimas e passageiros

Entre os passageiros do voo da American Airlines estavam vários membros da comunidade de patinação artística dos Estados Unidos. A US Figure Skating confirmou que atletas, treinadores e familiares estavam a bordo, voltando de um evento em Wichita, Kansas. Relatos indicam que também havia patinadores russos entre as vítimas. A tristeza tomou conta da comunidade de esportes no país, e mensagens de condolências foram enviadas às famílias.

Avião e helicóptero: o que aconteceu?

Embora a causa exata da colisão ainda não tenha sido determinada, especialistas começam a analisar o incidente. Segundo o ex-piloto George Bacon, as aeronaves militares, como o helicóptero Sikorsky UH-60 Black Hawk envolvido no acidente, podem voar mais livremente no espaço aéreo dos EUA do que aeronaves comerciais. Ele destaca que a comunicação entre os pilotos e os controladores de voo deve ser clara, e que o helicóptero deveria ter tomado medidas evasivas ao se aproximar do avião comercial.

O impacto das condições meteorológicas

Apesar de o céu estar limpo e com boa visibilidade, os ventos fortes podem ter influenciado a dinâmica do acidente. O avião da American Airlines se aproximava do aeroporto enfrentando ventos cruzados, com rajadas de até 27 km/h, o que exigia maior cuidado na aterrissagem. No entanto, especialistas acreditam que as condições climáticas não devem ter sido o principal fator para a colisão, já que estavam dentro dos limites de segurança para a aeronave.

Testemunhas oculares relatam os momentos de pânico

Testemunhas que estavam nas imediações do aeroporto afirmaram ter visto o avião com a fuselagem inclinada e faíscas saindo da parte inferior da aeronave, antes de ela cair no rio. Ari Schulman, um dos motoristas que passavam pela George Washington Parkway, descreveu a cena como algo “muito errado”, e afirmou que sabia que se tratava de uma tragédia iminente. Outro espectador, Jimmy Mazeo, também relatou ter visto um “clarão branco” no céu, que o fez perceber a gravidade do acidente.

 

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