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Globo aceita parcelamento, e Americanas começa a pagar dívida milionária

Contrato de patrocínio do BBB 23 está entre as pendências

Após um ano de disputas judiciais, a Globo aceitou um acordo de parcelamento para receber uma dívida de R$ 14,2 milhões das Lojas Americanas. O valor é referente à rescisão de contrato de patrocínio do BBB 23, firmada no final de 2022, e a outras ações comerciais não cumpridas pela empresa de varejo.

A maior parte da dívida, cerca de R$ 12 milhões, é oriunda da quebra do acordo de patrocínio do reality show da Globo. A Americanas rescindiu o contrato após descobrir um rombo de R$ 20 bilhões em seu caixa. Na época, o Mercado Livre adquiriu a cota de patrocínio vaga. Além disso, a Americanas deixou de pagar por intervalos comerciais em horários de grande audiência, como novelas das sete e das nove.

Apesar da pendência financeira, Globo e Americanas mantiveram algumas parcerias comerciais, especialmente em anúncios de intervalos. Em resposta à Folha de S.Paulo, a Americanas confirmou a dívida e o parcelamento, destacando que a Globo escolheu o método de pagamento. A empresa afirmou que os valores devidos estão listados no quadro geral de credores apresentado pela Administração Judicial e estão sendo pagos conforme o Plano de Recuperação Judicial.

Quando rescindiu o contrato, a Americanas justificou estar "focada na gestão do negócio e no propósito de oferecer a melhor experiência a seus clientes, parceiros e fornecedores" devido ao rombo de R$ 20 bilhões. A empresa ressaltou que a Globo continua sendo uma parceira importante na sua estratégia de marketing e comunicação.

Recentemente, ex-diretores da Americanas foram presos na operação Disclosure, deflagrada na última quinta-feira (27). Quatorze pessoas ligadas à varejista estão sendo investigadas por crimes de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada e associação criminosa, com penas que podem chegar a até 26 anos de reclusão.

O rombo nas contas da Americanas foi revelado no início de 2023, quando a empresa informou ao mercado sobre inconsistências contábeis bilionárias, levando-a a entrar em recuperação judicial. Estudos internos apontaram que as inconsistências eram fraudes contábeis cometidas por ex-funcionários. A investigação da Polícia Federal mostrou que essas práticas irregulares tinham como objetivo alcançar metas financeiras internas e aumentar bonificações.

Os investigados manipulavam e aumentavam de forma ilícita o valor de mercado das ações da companhia. Segundo a investigação, o ex-CEO vendeu R$ 158 milhões em ações da empresa após saber que seria substituído e que as irregularidades seriam descobertas. No total, 11 ex-executivos venderam mais de R$ 250 milhões em ações após o aviso de troca de comando na empresa. (com inf noticias ao minuto )

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