Com trajetória marcada por pioneirismo, a ministra Rosa Weber encerra seu mandato na presidência do STF e deixa sua marca em julgamentos de grande repercussão.
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), comandará na próxima quarta-feira (27) a última sessão presencial do plenário da Corte no cargo de presidente. Sua aposentadoria compulsória está prevista para o dia 1º de outubro, quando completa 75 anos, conforme determinação constitucional.
Com uma carreira notável, Rosa Weber é a primeira mulher a ingressar no Supremo Tribunal Federal como magistrada de carreira. Ela iniciou sua trajetória na magistratura trabalhista em 1976, e ao longo de sua carreira, desempenhou importantes funções em diversos tribunais, incluindo a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.
Além de sua atuação na magistratura, Rosa Weber também foi professora universitária e ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) antes de ser nomeada ministra do STF.
Sob sua presidência, o STF enfrentou diversos desafios, incluindo a reação institucional da Corte aos atos golpistas de 8 de janeiro, quando a sede do tribunal foi alvo de ataques. Graças à atuação da ministra e de sua equipe, o plenário foi recuperado em menos de um mês, permitindo que o Supremo continuasse suas atividades.
Durante seu mandato, o STF também analisou casos de grande repercussão, como a validade do "orçamento secreto", a constitucionalidade do indulto presidencial concedido por Jair Bolsonaro, a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de terras indígenas, entre outros.
Rosa Weber é a relatora da ação que discute a descriminalização do aborto em mulheres até a 12ª semana de gravidez, tendo apresentado recentemente um voto histórico sobre o assunto. Além disso, ela também atuou em casos relacionados à Covid-19, garantindo a habilitação de leitos de UTI para pacientes graves e suspendendo o compartilhamento de dados de usuários de telecomunicações com o IBGE durante a pandemia.
Como seu mandato na presidência do STF chega ao fim, Rosa Weber deixa um legado de dedicação à justiça e à defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros. Seu trabalho e contribuições continuarão a ser lembrados na história do Supremo Tribunal Federal.


