O aguardado julgamento de Jamil Name Filho, conhecido como Jamilzinho, acusado de ter ordenado o assassinato do empresário Marcelo Hernandes Colombo, o famoso Playboy da Mansão, em 2018, teve seu desfecho adiado mais uma vez. Embora a expectativa fosse de que o julgamento ocorresse até dezembro deste ano, questões logísticas agora empurram a data prevista para 2024.

O processo envolvendo Jamilzinho, que atualmente cumpre pena em um presídio federal a 3,2 mil quilômetros de Campo Grande, está repleto de reviravoltas e detalhes intrigantes. Além dele, outros acusados pelo assassinato de Marcelo Colombo, incluindo um policial federal, um ex-guarda civil e um ex-guarda municipal, também serão julgados.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) alega que Jamilzinho teria ordenado o assassinato de Playboy da Mansão após uma discussão que culminou com um soco no rosto desferido por Colombo contra ele. A tragédia ocorreu em 18 de outubro de 2018, quase cinco anos atrás.
Este não é o primeiro episódio de violência atribuído a Jamilzinho. Em julho deste ano, ele foi condenado a 23,6 anos de prisão por supostamente ser o mandante do assassinato do estudante de Direito Matheus Xavier, ocorrido em abril de 2019, também em Campo Grande. Segundo as investigações, a ordem original de Jamilzinho era assassinar Paulo Xavier, um ex-oficial da Polícia Militar e desafeto do réu. No entanto, os executores erraram o alvo e atiraram no filho, Matheus.
Os acusados pela morte de Playboy da Mansão tentaram retardar o julgamento com recursos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas tiveram sua apelação rejeitada. O desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques manteve a pauta de julgamento e as questões levantadas pela defesa serão deliberadas durante o julgamento.
O adiamento do julgamento de Jamilzinho e seus coacusados não está oficialmente registrado nos autos, mas fontes indicam que a audiência pode ocorrer somente em 2024. A complexidade do caso, que promete durar mais de um dia, requer uma estratégia de segurança cuidadosamente planejada, justificando o adiamento.
A morte de Playboy da Mansão, segundo os autos do processo, resultou de um desentendimento prévio com Jamilzinho em uma boate de Campo Grande. O episódio culminou em um soco desferido por Marcelo Colombo em Jamilzinho, gerando um profundo sentimento de vingança no acusado, que só teria sido saciado com a execução do empresário.
O assassinato de Playboy da Mansão ocorreu em um bar na Avenida Fernando Corrêa, onde a vítima conversava com amigos antes de ser surpreendida por cinco tiros disparados por um pistoleiro. Toda a cena foi registrada por câmeras de segurança.


