Mato Grosso do Sul (MS) enfrenta um fim de inverno atípico, com altas temperaturas e baixa umidade, à medida que a estação se despede e a primavera se aproxima. O inverno, que começou em 21 de junho, termina com um calor intenso, contrastando com a tradicional imagem de temperaturas mais amenas associadas à estação. Especialistas apontam que esse cenário de calor é influenciado pelo El Niño mais rigoroso deste ano e pela Crise do Clima, que torna eventos climáticos extremos mais frequentes.
De acordo com Climatempo, o estado de Mato Grosso do Sul, assim como grande parte do país, enfrenta dias quentes e secos, com umidade do ar abaixo dos 20%. No entanto, há previsão de chuva passageira e fraca ao longo do litoral do Espírito Santo e Rio Grande do Norte, bem como pancadas de chuva na região Norte. No Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, a chuva deve persistir nos próximos dias, com potencial para temporais e enchentes.
Além do calor, Mato Grosso do Sul lida com o aumento dos níveis dos rios, com alguns alcançando níveis de alerta e transbordando. A chuva intensa e a possibilidade de granizo, fortes rajadas de vento e enchentes estão preocupando as autoridades.
No que diz respeito às temperaturas, Cuiabá, a capital de MS, está entre as cidades que lideram o ranking de temperaturas máximas no Brasil, com previsão de atingir impressionantes 41ºC. Teresina e Palmas também enfrentam altas temperaturas, com máximas previstas de 39ºC e 38ºC, respectivamente.
O calor deve atingir seu pico no fim de semana, e a Climatempo alerta que 11 capitais brasileiras, incluindo Cuiabá, Campo Grande e Palmas, podem bater o recorde de calor para 2023. O aumento das temperaturas é um sinal preocupante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, com eventos climáticos extremos se tornando mais frequentes em todo o país.
Enquanto o inverno se despede com calor em MS, a chegada da primavera traz expectativas de como o clima se comportará nos próximos meses, com preocupações crescentes sobre os impactos das mudanças climáticas na vida cotidiana das pessoas e na gestão dos recursos naturais do estado.


