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Agosto de 2023 registra o mês mais quente da história com alarmantes impactos globais

Mês escaldante testemunha temperaturas sem precedentes em quatro continentes e destaca a influência das mudanças climáticas impulsionadas pelas emissões humanas.

No mês passado, o mundo testemunhou um recorde preocupante, com agosto de 2023 sendo o mais quente já registrado na história, de acordo com a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA). Cientistas dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da NOAA revelaram que a temperatura média global em agosto ficou 1,25°C acima da média do século XX, com um aumento de 0,29°C em relação a 2016.

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Esse calor extremo afetou quatro continentes: África, Ásia, América do Norte e América do Sul, que tiveram os agostos mais quentes já registrados. A Europa e a Oceania também não escaparam, experimentando o segundo agosto mais quente em suas histórias. Além disso, a região do Ártico sofreu com temperaturas excepcionalmente elevadas, agravando ainda mais as preocupações com o aquecimento global.

Sarah Kapnick, cientista-chefe da NOAA, destacou a ligação direta entre esses recordes de temperatura e as emissões de gases de efeito estufa. Ela apontou que as ondas de calor marinhas globais e o crescente fenômeno El Niño estão contribuindo para esse aumento na temperatura. Kapnick também advertiu que, enquanto as emissões continuarem impulsionando o aquecimento, novos recordes de calor serão estabelecidos nos próximos anos.

Além disso, agosto de 2023 bateu recordes relacionados às temperaturas da superfície do mar. Pelo quinto mês consecutivo, a temperatura global da superfície do mar atingiu níveis recordes para o mês. A anomalia mensal da temperatura da superfície do mar em agosto foi de +1,85°F ou +1,03°C, estabelecendo um recorde de aquecimento.

A Antártica também enfrentou sérios desafios, registrando o quarto mês consecutivo com a menor extensão ou cobertura de gelo marinho já registrada, destacando ainda mais os impactos das mudanças climáticas em todo o planeta.

Esses eventos extremos não são isolados e estão diretamente relacionados às atividades humanas que liberam gases de efeito estufa na atmosfera. Especialistas alertam que a ação global urgente é necessária para reduzir essas emissões e mitigar os efeitos do aquecimento global. Esses recordes de calor em junho, julho e agosto ressaltam a necessidade de ações concretas para combater as mudanças climáticas e proteger nosso planeta.

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