Já passam de mil as vítimas do devastador terremoto de magnitude 6.8 que atingiu o Marrocos na madrugada deste sábado, o maior em 120 anos, segundo a medição dos Estados Unidos, deixando diversas localidades do país em estado de choque. Entre as testemunhas desse desastre está Sarah Helma Hampel, uma advogada de 32 anos, que, como nômade digital, viaja pelo mundo. O tremor a surpreendeu enquanto ela estava na cidade de Essaouira, localizada na costa sudoeste do Marrocos.

O epicentro desse terremoto destrutivo foi nas montanhas do Alto Atlas, com as maiores vítimas em Marrakech e áreas ao sul. O tremor também foi sentido em cidades como Rabat, Casablanca e Essaouira, onde Sarah estava hospedada. O abalo afetou diversas províncias e municípios, causando medo e pânico.
Com uma magnitude de 6.8, o tremor foi classificado como "forte" na escala Richter, sendo o valor máximo dessa escala 9. A cidade de Essaouira estava a apenas 188 quilômetros do epicentro, tornando a experiência ainda mais intensa devido à proximidade.

O terremoto também se caracterizou por sua profundidade relativamente rasa, o que o tornou ainda mais destrutivo. Sarah, que estava hospedada em um hostel a 100 metros da praia, descreveu como a população local precisou permanecer nas ruas por cerca de três horas, temendo novos terremotos e até um possível tsunami.
Ela relatou: "Todo mundo saiu desesperado, o prédio começou a tremer inteiro, são 4 andares, eu estava no térreo. Os pássaros começaram a voar. As pessoas saíram todas de casa e a rua ficou lotada."
As autoridades marroquinas anunciaram mais de 1300 mortes e centenas de desaparecidos como resultado do terremoto. Para os brasileiros que estão na região, o governo federal disponibilizou os contatos da Embaixada do Brasil em Rabat, que está operando em regime de plantão



