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PF investiga vínculo de ministro das Comunicações com empréstimo a Empresa Suspeita de Fraude

As suspeitas indicam que Juscelino Filho pode ter se beneficiado de um esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares

A Polícia Federal está investigando a conexão entre a Construservice, uma empreiteira sob suspeita de fraude em licitações da estatal federal Codevasf, e uma empresa supostamente vinculada ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho, do partido União Brasil-MA.

De acordo com informações da Polícia Federal, a Construservice teria realizado pagamentos a uma empresa chamada Arco Construções e Incorporações, que, embora não tenha o ministro entre seus sócios formais, é alegadamente controlada por Juscelino Filho.

Sebraetec

As suspeitas indicam que Juscelino Filho pode ter se beneficiado de um esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares indicadas por ele mesmo, enquanto estava licenciado do cargo de deputado federal pelo Maranhão. Os recursos indicados pelo parlamentar teriam sido destinados a contratos com a Construservice para obras em Vitorino Freire, cidade governada por Luanna Resende, irmã do ministro. Acredita-se que esses contratos tenham sido obtidos por meio de editais fraudulentos.

A investigação da PF aponta que o ministro obteve vantagens indevidas não apenas por meio das obras de pavimentação asfáltica que beneficiaram suas propriedades, mas também por meio de transferências bancárias realizadas diretamente para intermediários e para sua suposta empresa de fachada.

A suspeita levou a Polícia Federal a solicitar busca e apreensão contra o ministro Juscelino Filho, o que foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Entretanto, o juiz do STF determinou o bloqueio de bens do ministro e de outros dez suspeitos, no valor individual de até R$ 835,8 mil. Além disso, Barroso afastou Luanna do cargo e determinou busca e apreensão contra 11 suspeitos.

Em resposta às acusações, os advogados do ministro Juscelino Filho negaram qualquer irregularidade no uso de emendas parlamentares. Eles enfatizaram que a atuação do ministro sempre foi pautada pelo interesse público e pelo atendimento à população. Além disso, destacaram que Juscelino Filho não foi alvo de buscas e que o inquérito servirá para esclarecer os fatos e demonstrar a ausência de irregularidades.

A Codevasf, por sua vez, declarou que tem colaborado com as autoridades desde o início da operação Odoacro, realizada em julho de 2022. A estatal informou que demitiu um funcionário em agosto, após concluir um processo conduzido por sua Corregedoria. A Codevasf reforçou seu compromisso com a elucidação dos fatos e a integridade de suas ações, garantindo total apoio ao trabalho das autoridades policiais e da Justiça. A investigação continua em curso para esclarecer os detalhes dessa complexa questão.

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