Na região da Bengala Ocidental, leste da Índia, um caso de tráfico humano chamou a atenção das autoridades e da população local. Um casal, identificado como Sathi e Jaydev Ghosh, é acusado de vender o próprio filho de apenas oito meses com o objetivo de adquirir um iPhone 14, um dispositivo eletrônico de alto custo. A venda da criança para financiar a compra do aparelho para vídeos em redes sociais causou indignação na comunidade.
Segundo relatos do jornal local Times of India, os pais da criança planejavam fazer vídeos para as redes sociais durante uma viagem pela região da Bengala. No entanto, a notícia da venda do bebê surpreendeu a vizinhança, que começou a desconfiar após a ausência do pequeno na casa dos Ghosh. O casal teria tentado convencer os vizinhos de que o bebê estava temporariamente com familiares, mas as suspeitas persistiram.
A comunidade não demonstrou apenas preocupação com a ausência do bebê, mas também desconfiança em relação às intenções dos pais. Antes da venda do filho, Jaydev Ghosh teria tentado vender até mesmo a filha do casal, uma criança de sete anos. A gravidade do caso se acentuou quando o bebê foi finalmente localizado na cidade de Khardaha, também na Bengala Ocidental, em posse de uma mulher que o comprou.
A polícia agiu prontamente e prendeu a mãe da criança por envolvimento no crime de tráfico humano. No entanto, o pai, Jaydev Ghosh, permanece foragido, intensificando os esforços das autoridades para a sua captura. A mulher que comprou o bebê também foi detida sob acusação de tráfico humano.
Este lamentável incidente não é um caso isolado na Índia, onde já ocorreram denúncias anteriores de tráfico humano com a finalidade de adquirir itens materiais de alto valor. O comércio de bebês tem sido associado a situações desumanas, como no caso de um orfanato em Jalpaiguri, onde bebês foram supostamente vendidos por valores que chegam a 100.000 rúpias indianas (aproximadamente R$ 5,8 mil).

