O incêndio florestal que assolou a cidade de Lahaina, no Havaí, alcançou uma marca trágica ao se tornar o incêndio mais mortal nos Estados Unidos em mais de 100 anos. Com o número de mortos atualizado para 93 no sábado (12), a cifra pode continuar a subir à medida que as equipes de resgate enfrentam o desafio de encontrar centenas de pessoas desaparecidas.
O fogo, que consumiu uma vasta área, superou a tragédia ocorrida em 2018, quando 85 pessoas perderam a vida em um incêndio na cidade de Paradise, Califórnia. Além disso, esse evento devastador marca o maior número de vítimas em uma catástrofe desse tipo nos Estados Unidos desde 1918, quando 453 pessoas faleceram em Minnesota e Wisconsin.
No entanto, o lamento e a indignação se intensificam à medida que se revelam falhas no sistema de alerta da tragédia. O Havaí possui um extenso sistema de sirenes de alerta ao ar livre, mas, ironicamente, nenhum dos 80 equipamentos ao redor de Maui, destinados a alertar os moradores em caso de perigo, foi ativado durante a propagação das chamas.
Com um custo estimado de US$ 5,5 bilhões para a reconstrução de Lahaina, segundo a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, o impacto financeiro é significativo. Mais de 2.200 estruturas foram danificadas ou destruídas, deixando centenas de famílias desabrigadas.

