A Petrobras, empresa estatal de petróleo e gás, anunciou sua participação em 47 projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento maciço de R$ 300 bilhões (US$ 65 bilhões). Isso coloca a Petrobras à frente, representando cerca de 20% dos recursos previstos pelo governo para os próximos quatro anos no Novo PAC.
Em um evento realizado no Rio de Janeiro e com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de estado, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, enfatizou a retomada de projetos essenciais. Destaque foi dado à retomada das obras da fábrica de Três Lagoas (MS), bem como a expansão dos negócios de fertilizantes. Além disso, a empresa planeja contratar 25 novos navios, fortalecendo a indústria naval nacional.
Embora muitos dos projetos já estejam 80% concluídos, um investimento adicional de aproximadamente R$ 5 bilhões será necessário para que a fábrica de Três Lagoas entre em pleno funcionamento. A produção estimada de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás boliviano por dia permitirá a geração de cerca de 6 mil toneladas diárias de uréia e amônia.
Prates ressaltou a importância de ocupar os estaleiros nacionais novamente, fazendo referência à crescente demanda por embarcações devido à expansão dos negócios de óleo e gás nos próximos anos. Ele enfatizou que a Petrobras pretende apoiar a indústria naval local, impulsionando a economia.
Com um tom político evidente, o presidente da Petrobras declarou que a empresa cumprirá sua obrigação como estatal contribuindo para o PAC. Os projetos da Petrobras compõem uma parte substancial do montante total de investimentos de estatais previstos no PAC, totalizando R$ 323 bilhões em 47 projetos, de acordo com Prates.
Prates também delineou a entrada da Petrobras no mercado de óleo vegetal, incluindo biodiesel e diesel R, garantindo uma abordagem colaborativa com os produtores de biodiesel. A Petrobras se destaca como uma fabricante de biocombustíveis avançados, que podem eventualmente ser incorporados à mistura de diesel tradicional.
Além disso, Prates indicou que a Petrobras está buscando fortalecer suas relações com países vizinhos, como Bolívia, Colômbia e Argentina. Na Bolívia, a empresa está empenhada em rever contratos de gás para impulsionar a exploração e produção. Na Colômbia, importantes descobertas de óleo e gás recentemente se somam à expansão internacional da Petrobras.
Em relação às preocupações ambientais, Prates assegurou que a Petrobras retomará a exploração de recursos naturais, porém, mantendo um compromisso sólido com a responsabilidade ambiental. Isso ocorre em meio a debates sobre atividades exploratórias de óleo e gás na Margem Equatorial, incluindo a Bacia da Foz do Amazonas.


