O governo federal anunciou nesta sexta-feira (11) a lista de projetos incluídos no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), trazendo perspectivas de investimento para o estado de Mato Grosso do Sul. O total de investimentos destinado ao estado sul-mato-grossense atingirá R$ 44,7 bilhões, sendo uma parcela de R$ 1,8 bilhão alocada para múltiplos projetos, incluindo a construção de habitações através do programa Minha Casa, Minha Vida. Essa alocação também contempla esforços de contenção de enchentes, drenagem e saneamento em diversos municípios do interior do estado.
No âmbito dos investimentos, parte significativa desse montante será direcionada à capital, Campo Grande, onde anúncios de vital importância estão previstos. Entre eles, destacam-se a continuidade das obras de contenção de enchentes ao longo do Rio Anhanduí e a revitalização da Avenida Ernesto Geisel, projeto cuja execução arrasta-se por mais de uma década sem conclusão.
De acordo com informações obtidas, o projeto original de revitalização da Avenida Ernesto Geisel, concebido em 2011, compreendia uma extensão da Rua Santa Adélia até a Avenida Campestre, abrangendo 7,5 quilômetros. Entretanto, em 2017, houve uma redução no escopo, estabelecendo mudanças somente até a Avenida Manoel da Costa Lima, o que resultou em um trecho de 2,6 km.
A licitação inicialmente lançada abarcava o segmento da Rua Santa Adélia até a Rua do Aquário. No entanto, seis anos após o lançamento da licitação, a obra permanece incompleta, em virtude de atrasos nos repasses do governo federal e também devido à desistência de uma das empresas vencedoras, a Dreno Engenharia.
Uma nova licitação, lançada em julho deste ano, abrange o trecho entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição. O prazo para a apresentação de propostas pelas empreiteiras estende-se até o dia 29 deste mês. Apesar disso, detalhes sobre o novo trecho a ser contemplado pelo PAC ainda não foram confirmados, seja pela Prefeitura de Campo Grande ou pelo governo federal.
Uma área possivelmente abrangida pelos anúncios situa-se em frente ao Ginásio Avelino dos Reis, o Guanandizão, onde erosão causou danos à pista da avenida há 15 anos.
A obra de contenção de enchentes ao longo do Rio Anhanduí consistirá na construção de paredões de gabião, com altura máxima de 9 metros, visando proteger as margens da erosão e prevenir o transbordamento do rio. Adicionalmente, a Avenida Ernesto Geisel passará por melhorias que incluem drenagem, ciclovia, urbanização e recapeamento das duas pistas.
Outra região beneficiada é o complexo dos córregos Cabaça e Areias, onde obras de contenção de enchentes também foram anunciadas. Além disso, o investimento federal contempla a construção de novas unidades habitacionais em todo o estado. Ao todo, 60 municípios serão beneficiados, incluindo Campo Grande, onde está prevista a construção de 86 novas unidades habitacionais nas faixas 1, 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, além da conclusão de habitações já em andamento.
O Programa de Aceleração do Crescimento também promete a retomada e conclusão de obras de escolas municipais de Educação Infantil (Emeis) que se encontram paralisadas na capital. Atualmente, Campo Grande possui 11 obras de Emeis interrompidas, além de duas escolas municipais, mas ainda não há confirmação quanto ao número de unidades que efetivamente serão retomadas.
O PAC também abrange melhorias no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, a conclusão do setor de radioterapia no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e a expansão da capacidade do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Recursos também serão alocados para projetos de cultura e pesquisa na capital.


