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Famasul defende abordagem técnica e sustentável na supressão vegetal do Pantanal sul-mato-grossense

Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul busca embasar deliberações legislativas com dados socioeconômicos e ambientais

A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) está ativamente envolvida em questões cruciais relacionadas à supressão vegetal no Bioma Pantanal no estado. Trabalhando em colaboração com o Governo do Mato Grosso do Sul e demais instituições, a Famasul tem respondido a questionamentos e demandas do Ministério Público Estadual, buscando embasar suas posições em dados técnicos e econômicos.

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Desde a elaboração do Decreto Estadual de 2015, a Famasul tem sido um defensor contínuo da análise baseada em dados sólidos para moldar as decisões políticas relacionadas à supressão de vegetação no Pantanal. A federação, que representa os produtores rurais de todo o estado, acredita que as deliberações legislativas devem ser guiadas por informações precisas para garantir uma abordagem sustentável e equilibrada.

A entidade ressalta a importância do uso de dados técnicos e econômicos para embasar suas posições, tendo em mente tanto o impacto ambiental quanto as implicações socioeconômicas. A Famasul, em parceria com a Embrapa Pantanal e o Cepea-Esalq/USP, conduziu análises detalhadas sobre o sistema produtivo da pecuária de corte no Pantanal. Esses estudos buscam fornecer informações relevantes para orientar as decisões legislativas no âmbito federal e estadual.

A Famasul também destaca o histórico de convivência sustentável entre o homem pantaneiro e o bioma, que tem perdurado por mais de dois séculos. Atualmente, cerca de 85% do território do Pantanal Sul-mato-grossense é coberto por sua vegetação nativa, de acordo com dados do IBGE e da Embrapa Pantanal. A federação destaca que essa coexistência sustentável tem contribuído para o desenvolvimento socioeconômico da região, gerando oportunidades para a população local.

A regulamentação implementada pelo Mato Grosso do Sul em 2015, após ampla discussão com diversos setores da sociedade, estabeleceu critérios e limites para a supressão de vegetação nativa na planície pantaneira. Essa regulamentação, baseada em estudos técnicos e socioeconômicos, busca garantir uma exploração ecologicamente sustentável e um uso alternativo do solo, com considerações ambientais, sociais e econômicas.

A Famasul reafirma seu compromisso em continuar contribuindo com análises aprofundadas e embasadas para informar as decisões que afetam o bioma do Pantanal Sul-mato-grossense. A federação ressalta que a formulação de políticas públicas e a implementação de legislações específicas são papéis cruciais dos poderes públicos em todas as esferas, a fim de promover um equilíbrio entre a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico.

A abordagem técnica e sustentável da Famasul visa garantir que as futuras decisões legislativas se baseiem em dados concretos, contribuindo para a preservação e prosperidade contínua do Pantanal e de suas comunidades.

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