No dia 9 de agosto, quarta-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, de 65 anos, foi eleito com dez votos favoráveis como o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A partir do final de setembro, Barroso assumirá a liderança da Corte, sucedendo a ministra Rosa Weber, que completará 75 anos e atingirá a idade de aposentadoria compulsória. A posse está agendada para o dia 28 de setembro.
A eleição simbólica ocorreu no plenário do STF, onde Barroso atualmente ocupa o cargo de vice-presidente. Como parte da tradição, ele é o próximo na linha de sucessão para presidir o tribunal. Edson Fachin, por sua vez, foi eleito vice-presidente, uma escolha que é frequentemente respaldada pelo voto do ministro eleito para a presidência.
Ao receber a notícia da sua eleição, Barroso expressou humildade e compromisso em liderar o Judiciário brasileiro. Ele declarou: "Recebo com imensa humildade essa tarefa que me é confiada e consciente do peso dessa responsabilidade. Pretendo dignificar a cadeira."
A mudança de liderança no STF é significativa, visto que a saída da ministra Rosa Weber permitirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer a segunda indicação para a Corte durante o terceiro mandato dele. Cristiano Zanin foi o primeiro indicado por Lula.
Barroso atua como ministro do STF desde 2013, quando foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele possui doutorado em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestrado em Direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos, e é professor titular de Direito Constitucional na mesma universidade. Além de sua carreira no STF, o ministro também teve atuações como procurador do Estado do Rio de Janeiro e na advocacia privada.
A presidência do STF é uma posição de grande importância no sistema jurídico brasileiro, tendo influência sobre decisões cruciais que moldam o país.


