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Ciência e Tecnologia

há 2 anos

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Starlink: Líder militar da Ucrânia expressa preocupação com domínio da internet via satélite

General Valeriy Zaluzhnyi destaca temores sobre controle de Elon Musk e o impacto da Starlink na segurança cibernética e comunicação militar.

O líder das Forças Armadas da Ucrânia, o general Valeriy Zaluzhnyi, trouxe à tona sua apreensão em relação ao domínio crescente da Starlink sobre a internet via satélite, bem como os poderes adquiridos pelo magnata Elon Musk, em um comunicado às autoridades americanas. O projeto da SpaceX, conhecido como Starlink, já possui mais de 4.500 satélites em órbita baixa, representando mais da metade dos satélites ativos atualmente. A ambição da empresa é expandir ainda mais essa rede, chegando a um número estimado de até 42 mil satélites.

Sebraetec

A importância da Starlink se tornou evidente durante a Guerra russo-ucraniana, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Com infraestruturas danificadas e sistemas geoestacionários congestionados, a rede de satélites em órbita baixa da Terra, como a Starlink, tornou-se essencial para a comunicação militar ucraniana.

No entanto, o general Valeriy Zaluzhnyi expressou preocupações sobre o impacto do controle exercido por Elon Musk sobre a Starlink. Ele levou suas inquietações ao presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, discutindo o potencial de Musk interromper o acesso ao sistema para qualquer usuário. Zaluzhnyi destacou que o acesso da Ucrânia à Starlink foi restringido repetidamente durante o conflito, inclusive quando a Rússia ganhava território e a Ucrânia buscava recuperá-lo. A interrupção foi efetivada por meio do geofencing, um mecanismo de bloqueio geográfico virtual. Além disso, a conexão via Starlink a partir da Crimeia também foi negada por Musk.

Essa não é uma preocupação única da Ucrânia. Pelo menos nove outros países da Europa, Oriente Médio e Taiwan expressaram apreensões semelhantes. A China, por exemplo, suspeita que a Starlink possa ter fins militares e reclamou das manobras necessárias para evitar colisões com satélites em sua estação espacial.

A China, por sua vez, também suspeita que a Starlink possa ser usada para fins militares e se queixou das manobras necessárias para evitar colisões entre seus satélites e a constelação da Starlink. O país está desenvolvendo sua própria rede de comunicações em órbita baixa da Terra. A OneWeb e a Amazon também têm planos de concorrer com a Starlink por meio de suas constelações, porém, a empresa liderada por Elon Musk mantém uma posição de destaque no segmento.

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